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02/09/2010 - 16h18

Preços dos biscoitos e massas alimentícias podem aumentar até 9%

SÃO PAULO -  As empresas de biscoitos e massas alimentícias no País podem reajustar em até 9% os preços de seus produtos, pressionadas pelos aumentos nos custos de fabricação.

Por força da instabilidade nos valores das commodities, ditados pelo mercado internacional, muitas empresas vêm sofrendo com os aumentos praticados pelos fornecedores.

O aumento, que provocou a mudança nas projeções, se deu nos preços dos insumos utilizados para a fabricação de biscoitos e massas, como a farinha de trigo e o açúcar. Ambos tiveram altas da ordem de 20% e 25%, cada. No caso da farinha de trigo especial utilizada pelas massas frescas, por exemplo, o reajuste foi ainda mais salgado, acima de 30%.

O cenário de incertezas também desencadeou altas nos preços da gordura (15%), papelão (20%) e das embalagens (15%), materiais utilizados no processo de fabricação de massas e biscoitos.

Mercado

De acordo com o presidente do Simabesp (Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado de São Paulo) e vice-presidente da Anib (Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos), José dos Santos dos Reis, as pressões inflacionárias têm impacto distinto em cada produto.

“A maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional, a exemplo do trigo, que vem tendo seus preços aumentados desde a quebra da safra russa em julho, ocasionando 70 mil toneladas a menos no mercado internacional", diz.

Com 585 indústrias, o mercado de biscoitos no Brasil é o segundo maior do mundo, inferior apenas ao dos Estados Unidos. A perspectiva para 2010 é de 3% de crescimento em relação a 2009, quando foi registrado um incremento de 2,5%, totalizando 1,206 milhão de toneladas.

Em relação às massas alimentícias,a produção nacional em 2009 foi de 1,227 milhão de toneladas, com um consumo per capita de 6,5 quilos por habitante.

Pão

Fora da área de risco, pelo menos em um primeiro momento, o preço do pão francês deve permanecer estável em R$ 6,64 o quilo, em média. Segundo o vice-presidente da Aipan-SP (Associação dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo), Manuel Alves, a discussão sobre reajuste nos valores do alimento está fora de questão.

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