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06/09/2010 - 14h03

Com medo de volatilidade, investidores apostam em títulos prefixados

SÃO PAULO - Dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional no final de agosto, revelam que a venda de títulos públicos pelo programa Tesouro Direto somou R$ 268 milhões no mês de julho, o que representa um novo recorde histórico. Ainda de acordo com os números, a venda de títulos prefixados superou a venda de títulos indexados a Selic (taxa básica de juros) e ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pela primeira vez desde janeiro deste ano. 

Para o economista-chefe da Planner Corretora, Eduardo Velho, esse foi um movimento defensivo, que não deve se repetir. "Naquele momento, muitos investidores acreditavam que a Selic iria cair ou se manter no patamar de 10,75 a.a. na reunião do Copom em setembro, o que de fato aconteceu. Então, acreditando que as taxas prefixadas seriam maiores, muita gente antecipou as compras dos títulos, para aproveitar taxas prefixadas mais altas, o que foi um bom negócio, porém, para os próximos meses essas taxas apresentarão mais riscos", explica.

Inflação

De acordo com o economista, a boa estratégia usada alguns meses atrás não será tão vantajosa nos próximos meses. 

"Para os próximos meses vai haver uma desaceleração, a expectativa é de juros menores e, com a última manutenção da Selic, há risco potencial de uma pressão inflacionária em 2011, então pode ser que no próximo ano as taxas de juros voltem a subir e quem comprar título prefixado agora vai enfrentar maior risco. Logo, na minha opinião, o melhor é comprar títulos indexados ao IPCA, que é a inflação oficial do governo".

Recorde

Ainda sobre o aumento de investidores nos títulos do Tesouro, o economista afirma que os números confirmam que há uma tendência do investidor de varejo em alocar seus recursos na renda fixa. "Nos últimos meses, vivemos um momento de turbulência na renda variável, que ainda continua. Isso assusta os investidores menos experientes. Com um rendimento bastante razoável na renda fixa, sem correr praticamente nenhum risco, muitos prefiriram alocar os recursos nesses investimentos mais seguros e isso deve continuar acontecendo por mais alguns meses", finaliza.

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