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06/09/2010 - 09h11

Confira cuidados ao aderir ao empréstimo que usa imóvel como garantia

SÃO PAULO – O consumidor deve tomar cuidado com a nova onda do financiamento que usa a casa própria como garantia, que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Para se ter uma ideia, a CEF (Caixa Econômica Federal) emprestou R$ 100 milhões por meio da modalidade neste ano, o que representa um crescimento de 66% sobre o total do ano passado.

“O mercado começa a acordar para esta modalidade de crédito, fazendo com que o crédito pessoal com garantia de imóvel passe a ocupar lugar de destaque nas opções de crédito”, disse o superintendente nacional do banco para Clientes de Média e Alta Renda, Mário Ferreira Neto.

Dentre as vantagens da modalidade, estão os juros baixos – na CEF, partem de 1,51% ao mês mais TR (taxa referencial). “As condições do produto, como prazo alongado, juros baixos e agilidade na liberação do crédito, têm atraído uma clientela empreendedora, com destaque para sócios de empresas que percebem a oportunidade de crescimento”, completou Ferreira Neto.

Alerta

De acordo com o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, o que preocupa nesta nova modalidade é o superendividamento da população.

“Muitos consumidores, que já estão com todo o salário comprometido em empréstimos consignados em folha e descontos diretos em conta-corrente, agora vão ser assediados para usar esta nova modalidade de crédito e que ao final vai lhe retirar o único bem protegido pela impenhorabilidade, que é a casa própria”, disse.

Ele citou alguns pontos aos quais o consumidor deve ficar atento:

  • Quem já está “pendurado” no empréstimo consignado não deve hipotecar a casa para pagar dívidas com cartão ou cheque especial.
  • O consumidor que já está endividado e só tem um imóvel tem muito mais chance de barganhar formas de pagamento melhores ou maiores prazos.
  • Caso opte pelo empréstimo com garantia hipotecária, faça as contas antes e veja se a parcela mensal não compromete mais do que 30% de sua renda líquida, que nada mais é do que o salário menos INSS, imposto de renda, plano de saúde e outras dívidas já contraídas.
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