UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/09/2010 - 15h31

Confira mitos e verdades sobre educação financeira

SÃO PAULO – Queda no desemprego, aumento da renda, estabilidade da inflação: o cenário é propício para que os brasileiros ganhem mais dinheiro. O problema é que eles sabem muito pouco sobre como gerir este montante ou sobre educação financeira.

De acordo com o educador Álvaro Modernell, a “educação financeira é um conjunto amplo de orientações e esclarecimentos sobre posturas e atitudes adequadas no planejamento e uso dos recursos financeiros pessoais”. Ela serve, entre outras coisas, para combater dívidas e evitar que as pessoas caíam em armadilhas, fraudes e prejuízos e ainda ajuda na produtividade dos profissionais.

“É crescente o número de empresas, associações e entidades de classe que reconhecem a importância da educação financeira na estabilidade financeira e emocional das famílias. Reduzindo-se os problemas financeiros, cai o índice de absenteísmo, de fraudes, de doenças. As pessoas trabalham mais tranquilas, ficam mais criativas e mais produtivas”, diz Modernell.

Mitos

O assunto ainda gera muitas dúvidas sobre a aplicabilidade, ainda mais porque existem alguns mitos sobre educação financeira. Confira quais são eles abaixo:

  1. Educação financeira é apenas para quem tem dinheiro: ela lida com conceitos, posturas e atitudes adequadas à gestão das finanças, independentemente de valores, da situação socioeconômica e da disponibilidade financeira das pessoas;
  2. É preciso ser especialista para “fazer” educação financeira: o bom senso responde as principais dúvidas sobre o assunto, mas, se o público for mais amplo, vale a pena buscar apoio de um profissional;
  3. A base da educação financeira é a matemática: aspectos comportamentais são até mais relevantes. Claro que fazer contas faz parte, mas ter atitudes e posturas adequadas faz mais diferença do que saber calcular taxas e resultados;
  4. Educação financeira é assunto apenas para especialistas: obviamente há publicações de autores que se dedicam especialmente ao tema, mas autores infantis consagrados como Maurício de Souza, Ruth Rocha e Ziraldo já publicaram obras falando de educação financeira;
  5. Bancos querem manter clientes na ignorância: aos bancos, interessa mais as parcerias de longo prazo. Cliente bem informado demanda menos atendimento e pode consumir mais produtos, com menos problemas e reclamações. Os custos dos bancos se reduzem e as margens de ganho crescem.
Hospedagem: UOL Host