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13/09/2010 - 20h00

Indústria brasileira de fundos começa o mês com captação líquida de R$ 1,46 bilhão

SÃO PAULO - Após o saldo negativo de R$ 1,3 bilhão de captação visto agosto - o 1º resgate líquido em 20 meses -, a indústria brasileira de fundos dá sinais de recuperação nesse começo de setembro. Segundo os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a diferença entre as aplicações e os resgates realizados nos fundos do País até o dia 8 de setembro mostra-se positiva em R$ 1,463 bilhão.

Nesses primeiros dias do mês, os fundos referenciados DI aparecem em destaque, tendo atraído R$ 1,1 bilhão a mais do que o volume resgatado. Logo atrás, aparecem os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com saldo positivo de R$ 515 milhões. Contudo, o resultado acumulado pelas duas categorias permanece negativo em 2010, com resgates líquidos de R$ 5,634 bilhões para a categoria de fundos DI e R$ 1,904 bilhão para os FIDC.

Também se destacando positivamente nos cinco primeiros dias úteis do mês, os fundos de previdência respondem por um saldo superavitário de R$ 397,5 milhões, enquanto os fundos multimercados somam captação líquida R$ 403,4 milhões no período.

Renda fixa e curto prazo têm resgate

Com a maior participação de mercado na indústria brasileira de fundos (28,1% do patrimônio líquido total) e respondendo pelo maior volume de captação no acumulado do ano (R$ 39,557 bilhões), a categoria Renda Fixa não apresenta um começo de mês muito favorável, registrando até o dia 8 um resgate líquido de R$ 711,8 milhões, o pior resultado de setembro, segundo a Anbima.

Também tendo mais resgates do que aplicações nesse começo de mês, os fundos de curto prazo apresentam um saldo negativo de R$ 234,2 milhões, ao passo que os fundos de ações reportam uma captação deficitária de R$ 26,9 milhões.

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