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13/09/2011 - 10h38

Trancar a faculdade para pagar dívidas é um erro, diz consultor financeiro

 SÃO PAULO – Devido à baixa remuneração, ao alto endividamento e ao descontrole financeiro, os jovens da Geração Y podem trancar a faculdade para pagar as dívidas, o que, segundo o executivo financeiro do Grupo PAR e consultor em finanças pessoais, Marcelo Maron, é um erro grave.

“Quando um jovem da Geração Y tranca a matrícula na faculdade para pagar dívidas com cartão de crédito, por exemplo, está comprometendo suas opções de longo prazo, em função de situações de curto prazo. Embora o melhor conselho a dar é que as pessoas evitem se endividar, em uma situação onde é preciso escolher entre pagar o cartão ou a faculdade, o jovem deve optar pela manutenção da faculdade, ainda que isso traga alguns transtornos financeiros”, alertou Maron.

A melhor alternativa, segundo o executivo, é evitar o endividamento, mas, caso o jovem esteja entre a escolha do pagamento do cartão e a faculdade, ele deve escolher a segunda.

“Trancar a matrícula na faculdade para pagar dívidas com roupa, eletrônicos ou lazer é a pior escolha possível. Muitos jovens são levados a essa escolha porque as administradoras de cartões ou financeiras têm formas agressivas de cobrança de dívidas, o que intimida as pessoas. Esse tipo de metodologia de cobrança não é usual entre faculdades, daí porque os jovens cedem àquelas pressões que são mais ameaçadoras. Mas ainda que conviver com esse tipo de cobrança não seja fácil, o jovem deve priorizar a faculdade acima de qualquer outra coisa”, afirmou Maron.

Facilidade de endividamento
Ainda de acordo com o consultor, as propagandas do varejo, de modo geral, são muito agressivas e envolvem esse jovens, oferecendo roupas, celulares, tablets, carros, viagens e uma série de outros bens e serviços, que, no final, se transformam em dívidas impossíveis de pagar. “Essas propagandas impõem uma série de falsas necessidades de consumo, que terminam por minar a saúde financeira justamente dos mais jovens, que ainda estão um pouco deslumbrados com a independência recém-adquirida em relação aos pais”, explicou.

Outro fator que facilita o endividamento é a facilidade de crédito, como limites do cheque especial ou do cartão.

“Os jovens precisam entender que todo crédito fácil é ruim porque é muito caro. Muitos se surpreendem quando digo que, se um jovem comprar um tablet de R$ 2 mil reais e pagar com o cartão, essa dívida pode se tornar R$ 1,5 milhão em quatro anos, se não for amortizada. Isso apenas revela que os juros praticados por cartões de crédito, por exemplo, podem inviabilizar rapidamente a saúde financeira de um jovem profissional para o resto de sua vida”, concluiu.

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