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04/10/2011 - 09h42

Greve dos Correios pode ser encerrada nesta terça-feira

SÃO PAULO - A greve dos funcionários dos Correios já dura mais de 20 dias, mas pode ser encerrada na tarde desta terça-feira (4). Isso porque, às 13h, será realizada uma audiência de conciliação entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares), resultado do dissídio coletivo ajuizado na semana passada pela estatal.

A reunião será presidida pela vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, a qual vai ouvir as partes, colher os depoimentos e documentos. Se considerar conveninente, poderá apresentar uma proposta para que as partes cheguem a um acordo e desistam do dissídio.

Caso contrário, o processo será encaminhado a um relator e será julgado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos.

Liminar de fim da greve foi rejeitada
Outra manobra da ECT foi o pedido de liminar para que o TST determinasse a suspensão da greve ou, de forma alternativa, a manutenção de apenas 70% dos empregados em cada unidade da empresa, sob a justificativa de que se trata de um serviço essencial.

"Os serviços prestados pela ECT são relevantes à sociedade, mas não são considerados essenciais para os estritos fins de exercício do direito de greve", assinalou a ministra do TST no despacho que indeferiu a liminar e designou a data para audiência de conciliação.

Para ela, "o fato da ECT exercer serviços públicos relevantes não impede nem pode impedir o exercício do direito de greve por seus empregados, na forma assegurada pelo artigo 9º na Constituição".

Divergências
A principal divergência entre as partes, conforme publicado na Agência Brasil, refere-se ao desconto dos dias parados: enquanto a empresa apresentou proposta para descontar os dias não trabalhados na proporção de um dia de greve por mês, os trabalhadores não aceitam o desconto e se propõem a compensar a greve com horas extras e mutirões para colocar o serviços em dia.

Além disso, os trabalhadores reivindicam um aumento linear de R$ 200, a reposição da inflação de 7,16%, o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635 e a contratação imediata dos aprovados no último concurso público. A empresa, por sua vez, manteve a proposta de aumento linear de R$ 80, reajuste dos salários e benefícios de 6,87% e abono imediato de R$ 500.

Mutirão nacional
Para tentar amenizar os efeitos colaterais da paralização, foi realizado mais um mutirão nacional no último final de semana, o qual resultou na entrega de 13 milhões de cartas e encomendas e a triagem de 22 milhões de objetos postais. 

Desde o início da greve, no dia 14 de setembro, segundo publicado pela Agência Brasil, os mutirões foram responsáveis, de acordo com estimativa dos Correios, pela entrega de cerca de 25 milhões de cartas e encomendas em todo o país e pela triagem de mais de 69 milhões.

Alternativas de serviço de entrega!
Por conta da paralisação, muitas contas estão atrasadas. Porém, o Procon-SP orienta que essa demora pode ser contornada com meios alternativos - como internet, fax e telefone -, os quais as empresas são obrigadas por lei a oferecer aos consumidores.

Já para quem precisa enviar correspondências ou fazer entregas de objetos, o advogado da Proteste – Associação de Consumidores, Thiago Azevedo, indica que solicite serviços de entregas de empresas terceirizadas. Segundo ele, estas empresas prestam serviços similares aos dos Correios, sendo considerados os mais rápidos os serviços de motoboy e van express.

Uma outra opção, diante da greve dos funcionários dos Correios, é o email marketing: fatura que chega por email e que até permite a realização do pagamento on-line via débito automático.

Hospedagem: UOL Host