! Gestoras do aeroporto de Macau estudam vender participação - 11/01/2008 - Lusa - Economia
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11/01/2008 - 12h51

Gestoras do aeroporto de Macau estudam vender participação

Macau, China, 11 jan (Lusa) - As duas acionistas da empresa responsável pela gestão do aeroporto de Macau - a portuguesa ANA e a chinesa CNAC - estudam vender parte de seu capital à companhia que detém a posse da estrutura, disse nesta sexta-feira à Lusa uma fonte ligada ao processo.

A ANA - Aeroportos de Portugal, que detém 49% da empresa gestora do aeroporto de Macau - ADA -, e a outra acionista, CNAC (China National Civil Aviation), que detém outros 49%, negociam as respectivas posições com a proprietária do aeroporto, a CAM, segundo a mesma fonte.

A CAM (Companhia do Aeroporto de Macau), detida em 55% pelo governo do território, é proprietária da infraestrutura, mas a gestão está cedida à ADA.

Pelas negociações, a CAM deve assumir uma posição ligeiramente superior às outras duas acionistas, mas, segundo a fonte, "todo o processo está essencialmente dependente do entendimento entre as entidades chinesas".

Com o contrato de concessão da gestão do aeroporto terminando em setembro de 2009, a redistribuição do capital social da ADA é vista como uma negociação "relacionada, principalmente, com o futuro da empresa em Macau, mas também com a eventual expansão para o continente chinês, para a prestação de serviços de assessoria técnica, auditoria, certificação e treinamento", explicou a fonte.

A hipótese em estudo é a que conta maior aprovação pelas partes, embora não exista ainda nada concretizado.

"A Companhia do Aeroporto de Macau pode criar uma estrutura interna de gestão do aeroporto, que poderia colocar em causa a continuidade da ADA na gestão da infra-estrutura", recordou a fonte, ao salientar que, ao juntar as três companhias, "se criará uma conjuntura útil de coexistência para todas as empresas envolvidas".

"Pode-se, assim, potenciar o papel de Macau como plataforma de cooperação na formação de quadros altamente especializados na gestão aeroportuária, assim como de controladores de tráfego aéreo do continente chinês, com técnicos das empresas portuguesas do setor", afirmou.

A fonte disse ainda que a decisão anunciada na quinta-feira, em Lisboa, sobre a localização do novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete "vai desencadear o tão esperado processo de privatização da ANA, sendo útil, mesmo nessas condições, deter uma participação e um pólo de know-how na China, muito particularmente em Macau".

Ao mesmo tempo, "é também útil para a Região Especial Administrativa de Macau a presença desse pólo, quer pela qualidade dos serviços prestados, quer pela manutenção e estreitamento de laços culturais e comerciais de longa data com um país europeu".

O Aeroporto Internacional de Macau, que em 2007 foi utilizado por 5,5 milhões de pessoas, tem uma capacidade máxima para seis milhões de passageiros e é propriedade da CAM, cuja estrutura acionista é liderada pelo governo local, com 55%, e tem como investidor também o magnata Stanley Ho (líder do setor do Jogo de Macau), com 35%, sendo o restante capital distribuído por acionistas menores.

Em 2007, o governo de Macau iniciou um processo de negociação com os acionistas com o objetivo de adquirir a totalidade do capital social da CAM para lançar, depois, um vasto plano de ampliação, que a médio prazo vai dotar o aeroporto de uma capacidade global de 24 milhões de pessoas, com custo estimado entre 9 e 10 bilhões de patacas (entre R$ 1,97 bilhão e R$ 2,19 bilhões).

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