! Lenovo é marca chinesa mais forte no mundo, diz pesquisa - 16/01/2008 - Lusa - Economia
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16/01/2008 - 11h28

Lenovo é marca chinesa mais forte no mundo, diz pesquisa

Pequim, 16 jan (Lusa) - Os computadores Lenovo, a construtora de automóveis Chery, a cerveja Tsingtao, os eletrodomésticos Haier e a empresa de tecnologia da informação Huawei são as marcas "mais fortes e reconhecidas" fora da China, informou nesta quarta-feira a imprensa estatal chinesa.

Segundo um estudo recente da consultora internacional Interbrand, as cinco marcas chinesas são as que têm maior presença internacional e mais probabilidade de se destacarem no mercado global, publica o jornal Economic Daily.

A análise da Interbrand foi feita a partir de questionários a especialistas em marketing e diretores de empresas de fora da China sobre as possibilidades de entrada das principais marcas do gigante asiático no mercado mundial.

A Lenovo, a Tsingtao, a Haier, a Hauwei e a Chery, são as "embaixadoras da China", consideraram os especialistas.

Seguindo no ranking de marcas chinesas estão a empresa de eletrônica TCL, a empresa de telecomunicações ZTE, as marcas de automóveis Geely e Brillance e os fabricantes de ar-condicionado Gree e Midea.

O estudo destaca as oportunidades de sucesso no mercado mundial da Lenovo, assinalada por 53% dos consultados como "uma marca global emergente" que, como único patrocinador chinês dos Jogos Olímpicos de Pequim, "vai fomentar a sua exposição e popularidade".

Segundo os resultados da pesquisa, um dos objetivos das empresas chinesas em curto prazo consiste em "superar os seus problemas de imagem e reputação", se afirmando como "seguras, de prestígio ou de luxo", observaram os especialistas.

Conselheiro da consultora, Gonzalo Brujó destacou que "em um questionário através da internet a 569 profissionais de marketing, 69% dos entrevistados afirmou que o slogan made in China tinha repercussões negativas nas marcas".

A palavra que mais se associa às marcas chinesas é "barato", acrescentou Brujó, para quem "serão necessários pelo menos cinco anos até que as pessoas percam o medo do made in China".

Apesar desta má conotação, "nos próximos anos vamos testemunhar autênticos êxitos por parte destas marcas, que ganharão terreno a outras mais conhecidas e a seus concorrentes em baixos preços de países vizinhos", concluiu o conselheiro.

Para que as marcas chinesas ganhem uma percepção positiva, o estudo afirma que devem investir em pesquisa para desenvolver produtos que possam ser vendidos a preços mais altos.

"Sabemos que algum dia a China será reconhecida por algo mais que não os preços baixos", prevê Brujó, que acredita que o país vai superar a má reputação que existe com respeito à qualidade, tal como aconteceu com a Coréia do Sul e o Japão.

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