! Portugal depende cada vez menos da Europa, diz empresário - 07/05/2009 - Lusa - Economia
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07/05/2009 - 18h04

Portugal depende cada vez menos da Europa, diz empresário

Porto, 7 mai (Lusa) - O presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Basílio Horta, destacou a dependência portuguesa cada vez menor em relação ao mercado europeu, revelando que, no final de 2008, mais de 20% das exportações lusas foram para fora da Europa.

"Portugal está a preparar-se ativamente nos últimos anos para ser um mercado internacional e para ter empresas cada vez mais internacionalizadas. Por isso é que chegamos ao fim de 2008 com as exportações para a Europa já a descer e as exportações para fora da Europa, quase todas para novos mercados, a crescer na ordem dos 14%", afirmou Basílio Horta.

O dirigente destacou que esta nova estratégia foi importante para enfrentar a crise na Europa. "E o futuro é este, a diversificação de mercados", afirmou, justificando assim a abertura de representações da agência em mercados "onde nunca esteve".

"Estamos onde estão os nossos empresários, para os ajudar", declarou Horta, citando como exemplos a abertura de representações em Cingapura, Malásia, Venezuela e Líbia, a que se seguirá em breve uma outra na Turquia.

Mercados

O presidente da Aicep disse ainda que a entidade "olha com atenção" para a Indonésia e para o Zimbábue, que são "grandes mercados que podem vir a ter muita relevância", enquanto em Angola vai, a partir da representação que já tem em Luanda, sair para o Huambo.

Segundo Basílio Horta, o Magrebe tem se mostrado como outro destino alternativo para as exportações portuguesas, enquanto a Rússia também "cresceu significativamente" em 2008.

Debaixo da mira da Aicep está ainda a Guiné Equatorial, a Oceania e o Vietnã, sendo que este país asiático é o que, "em relação ao produto interno bruto [PIB], mais atrai investimento estrangeiro".

Para Basílio Horta, na atual situação de crise econômica, "todos os meios disponíveis devem ser colocados para ajudar a salvar as empresas e, ao mesmo tempo, preparar o dia seguinte à crise".

"As linhas de crédito que estão a ser criadas e a natureza dessas linhas de crédito vão nesse sentido e a ação do Governo tem sido importante", afirmou, considerando que, "se essa ação não tivesse sido tomada", Portugal estaria "numa situação extremamente complexa".

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