! Em Angola, fábrica de remédios será reativada neste ano - 08/05/2009 - Lusa - Economia
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08/05/2009 - 08h22

Em Angola, fábrica de remédios será reativada neste ano

Luanda, 8 mai (Lusa) - A Angomédica, empresa angolana de medicamentos, vai recomeçar a produção a partir do segundo semestre deste ano, depois da renovação dos equipamentos da unidade, com o objetivo de diminuir a dependência do país do exterior.

A diretora-adjunta da Angomédica, Susana Pedro Maria, numa visita à fábrica da estatal, lembrou que a tecnologia instalada permite a produção até três milhões de unidades por minuto, o que coloca a fábrica com potencial de exportação para os mercados vizinhos da África Austral.

Atualmente, Angola, devido à escassa produção interna, importa a maior parte dos medicamentos que consome, sendo o mercado negro, onde os fármacos são vendidos na rua sem regras, um importante fornecedor.

Baixo custo

Susana Pedro Maria adiantou que o objetivo angolano é ofertar medicamentos com preços baixos à população.

A fábrica vai contar com quatro linhas de produção de medicamentos sólidos orais, líquidos estéreis e não estéreis e xaropes, com uma capacidade para produzir anualmente mais de 600 milhões de comprimidos, cerca de 60 milhões de cápsulas e mais de dois milhões de embalagens de suspensão oral.

É ainda relevante a capacidade de produção de xaropes, gotas e antibióticos, para a qual a empresa conta com mais de cem técnicos formados no exterior, que deverão também fiscalizar do setor.

Mercado negro

A questão da venda ilegal de medicamentos no mercado informal, em muitos casos contrafeitos ou fora do prazo de validade, é uma das preocupações repetidamente anunciadas pelas autoridades de saúde angolanas.

Ainda esta semana, a polícia angolana deteve um indivíduo na posse de 235 quilogramas de medicamentos que procurava introduzir ilegalmente no mercado angolano a partir da República Democrática do Congo, sendo este tipo de apreensões regular por parte das autoridades locais.

O Infarmed português vai apoiar, segundo protocolo assinado recentemente, o país africano na criação de mecanismos de fiscalização.

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