! Banco luso aponta a sua internacionalização para CPLP - 25/05/2009 - Lusa - Economia
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25/05/2009 - 15h42

Banco luso aponta a sua internacionalização para CPLP

Lisboa, 25 mai (Lusa) - Humberto da Costa Leite, presidente do Finibanco, afirmou nesta segunda-feira que a instituição financeira tem o radar da expansão internacional apontado para os mercados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), apostando no desenvolvimento de parcerias com investidores locais.

"Estão a ser estudadas parceiras para iniciarmos operações nos países da CPLP, e penso que esta é uma boa via para o desenvolvimento da atividade do Finibanco", afirmou Costa Leite à Agência Lusa.

O presidente do Finibanco explicou que, apesar de já estar implementado o Finibanco Angola, a expansão para os outros países lusófonos africanos deverá ser feita com parcerias que serão estabelecidas entre o banco e investidores desses países, e não por meio da filial angolana.

"O interesse está nos parceiros locais. Há contatos que estão a amadurecer", frisou, antes de explicar que, além dos países africanos, "o Brasil seria como a terceira perna do tripé".

Expansão

Quanto à internacionalização, Costa Leite afirmou que a aposta nos países do Leste Europeu não acontecerá novamente, após o fechamento da operação na Romênia, em setembro de 2008, em função da crise, que dificultou o financiamento do projeto.

Quanto ao aumento de capital de seis milhões de euros do Finibanco Angola, detido em 61% pela instituição portuguesa e em 39% por um conjunto de investidores angolanos, Costa Leite disse que "há muito interesse dos acionistas em reforçar" o capital e que "as pessoas locais têm procurado informação sobre o banco africano".

"Estamos muito satisfeitos com o corpo de acionistas em Angola", afirmou, admitindo vários contatos com foco na entrada de investidores angolanos entrarem no capital da matriz portuguesa.

"Dos nossos acionistas [no Finibanco Angola], é provável que algum entre no capital do banco em Portugal", revelou, frisando depois que está sendo preparada a "criação de uma sociedade na área financeira" em Angola.

Abertura de capital

A entidade especializada na gestão de ativos surgirá num momento em que Angola se prepara para avançar com a estreia da bolsa de Luanda e poderá ser lançada "até ao final do ano". O próprio Finibanco Angola poderá vir a ser cotado em Luanda, segundo Costa Leite.

Até o momento, existem dois balcões em funcionamento da empresa, mas serão "seis ou sete até ao final de 2009", afirmou o presidente do Finibanco, que pretende ter 30 agências em Angola até 2012.

Quanto a resultados, "este ano já vai haver uma contribuição positiva" vindo de Angola, afirmou, estimando em 15% o peso da operação africana nos resultados do grupo em 2011.

O baixo nível bancário em Angola, que andará entre 6% e 9%, de acordo com Costa Leite, oferece um enorme potencial de crescimento e, apesar da concorrência existente, o presidente do Finibanco acredita que há inúmeras oportunidades.

"Já há vários bancos a operar em Angola, mas estamos perante um grande potencial de longo prazo", considerou Costa Leite, acrescentando que, neste momento, o "ambiente [empresarial] é totalmente diferente" do que se vive em Portugal.

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