! Ministro lamenta queda na vinda de imigrantes a Portugal - 25/05/2009 - Lusa - Economia
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25/05/2009 - 18h46

Ministro lamenta queda na vinda de imigrantes a Portugal

Lisboa, 25 mai (Lusa) - O ministro português do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, manifestou a sua preocupação sobre a "menor procura de emprego em Portugal por parte de imigrantes", uma realidade que reflete a ausência de "dinamismo econômico".

"Preocupa-me, no sentido em que quando há imigrantes a querer vir para Portugal, em geral, isso quer dizer que o dinamismo econômico é maior, mas agora esse dinamismo não existe", disse Vieira da Silva, no final da conferência "Portugal e a Crise Econômica Mundial", em Lisboa.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa portuguesa, o país está perdendo a capacidade de atração de cidadãos estrangeiros, podendo assim ficar mais velho e mais empobrecido.

Os imigrantes que atualmente residem e trabalham em Portugal contribuem com 6% para o produto Interno Bruto (PIB) e foram responsáveis por 9,7% dos bebês nascidos em Portugal entre 2001 e 2007, afirma o jornal Público.

Sobre esse tema, o ministro disse que, "neste quadro internacional de recessão profunda, é natural que, não só em Portugal, mas em todos os países da Europa, haja um maior número de imigrantes que estão a regressar aos países de origem".

Efeitos

Os números do desemprego merecem também destaque diário em Portugal onde, em média, se registram 704 desempregados por dia desde o início do ano, segundo contas do Diário de Notícias.

"Os valores que temos vindo a conhecer são valores que estão dentro das expectativas que o Governo tinha. Obviamente que sempre dependente da intensidade da crise e da rapidez com que a estabilização vier a acontecer", disse o ministro.

Diante desta realidade que diariamente afeta, não só os portugueses, mas todos os cidadãos europeus, em contexto de crise econômica, Vieira da Silva apontou como "possível saída" a implantação de um salário mínimo europeu.

Não se trata do mesmo salário para todos os países, mas "as vantagens que teria seria de regular de forma mais harmoniosa os mercados de trabalho" sendo que "a forma de cálculo dependeria sempre de cada país, pois a União Europeia não tem poder para impor fórmulas de cálculo, mas há orientações que estão mais ou menos consensualizadas, nomeadamente, a relação com o salário médio é uma delas".

"Seria um exemplo do ponto de vista social que a UE devia fazer tornando-se mais ambiciosa", afirmou Vieira da Silva.

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