! Após praia e golfe, lusos querem vender tecnologia a ingleses - 27/05/2009 - Lusa - Economia
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27/05/2009 - 15h43

Após praia e golfe, lusos querem vender tecnologia a ingleses

Londres, 27 mai (Lusa) - Empresas portuguesas ligadas às energias renováveis vão apresentar na segunda-feira os seus negócios a potenciais clientes ou fornecedores britânicos, iniciando com uma série de seminários sobre setores inovadores em Portugal.

Os diretores executivos de companhias britânicas da mesma área vão aprender que Portugal tem uma das maiores instalações mundiais de painéis solares, em Moura, e que 43% da energia no país vem de fontes renováveis.

Tudo num país que "no Reino Unido toda a gente conhece, mas limitado às belezas geográficas, aos campos de golfe e às especialidades gastronômicas", constatou hoje o diretor do centro de negócios em Londres da AICEP - Agência para Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Bernardo Ivo Cruz está certo de que, depois de conhecerem empresas inovadoras, os britânicos "vão reconhecer a qualidade dos portugueses".

Na primeira sessão, na segunda-feira, vão apresentar-se a EDP Renováveis, a Martifer e a Self Energy.

Os seminários retomam em setembro até dezembro com empresas portuguesas de software, saúde, materiais de construção e ligadas aos oceanos.

A iniciativa é apoiada pelo banco Barclays, que oferece a sua sede em Canary Wharf, no centro financeiro da capital britânica, e para os encontros, para os quais vai convidar dezenas de clientes nas áreas respectivas.

"Queremos ajudar os nossos clientes a crescer, especialmente neste momento de crise", justificou João Peteleiro, responsável do marketing do banco britânico em Portugal, que também interesses nas energias renováveis.

A companhia aérea TAP, a Confederação da Indústria Britânica, a Confederação das Câmaras de Comércio Britânica e a UK Trade e Investment, a agência homóloga da AICEP para o Reino Unido, vão contribuir com os seus contatos e experiência.

Esta não é a primeira vez que o Barclays promove oportunidades de investimento de companhias em diferentes países, mas esta destaca-se por ser mais alargada no tempo.

Richard French, diretor do marketing global do Barclays, recorda-se de uma vez em que o banco proporcionou o encontro de dirigentes zambianos e indianos.

Os dois países gozam agora de boas relações comerciais e o Barclays desenvolveu-se no país africano, contou, durante uma conferência de imprensa na embaixada de Portugal em Londres.

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