! Benfica desmente contratação e volta a negociar suas ações - 28/05/2009 - Lusa - Economia
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28/05/2009 - 10h23

Benfica desmente contratação e volta a negociar suas ações

Lisboa, 28 Mai (Lusa) - A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) derrubou nesta quinta-feira a suspensão da negociação das ações do Benfica na Bolsa de Lisboa depois de o clube da Luz ter desmentido oficialmente a notícia da contratação do treinador de futebol Jorge Jesus.

Poucas horas depois de a CMVM ter solicitado à Euronext a suspensão imediata da negociação das ações da Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, o clube "encarnado" comunicou ao mesmo organismo que as notícias sobre a contratação de Jorge Jesus "são falsas".

"A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do código dos Valores Mobiliários, informa que são falsas as notícias hoje veiculadas pelo jornal Record relativamente à contratação do Sr. Jorge Jesus para treinador principal desta Sociedade", informou o clube em comunicado enviado à CMVM.

Ainda na mesma nota, o Benfica acrescentou que "irá de imediato agir judicialmente" contra o diário esportivo "em face da gravidade das referidas notícias".

Pouco depois deste esclarecimento do Benfica, a CMVM derrubou a suspensão "por terem cessado os motivos que justificaram" a decisão tomada na manhã de hoje.

Na sua edição de hoje, o Record noticiou, em manchete, que Jorge Jesus, treinador do Sporting Braga, "já é do Benfica", depois do presidente do clube "encarnado", Luís Filipe Vieira, e técnico terem fechado contrato numa reunião realizada quarta-feira, em Lisboa.

A notícia do Record, que surgiu três dias depois do Benfica ter comunicado não ter qualquer intenção de rescindir unilateralmente com o ainda treinador Quique Flores, levou a CMVM a solicitar à Euronext a "suspensão imediata" da negociação das ações da Benfica SAD.

Ramires

Segundo uma fonte da CMVM, o organismo está também investigando a contratação do jogador brasileiro Ramires e a informação prestada ao mercado, por considerar não ser normal emitir um comunicado negando a existência de negociações com o Cruzeiro e após algumas horas emitir novo comunicado anunciando a contratação do atleta.

Em causa não estão a existência de crimes de informação privilegiada ou manipulação de mercado, mas apenas a prestação de informação contraditória ao mercado.

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