! EUA, Canadá e Europa cairão na produção global, diz estudo - 02/06/2009 - Lusa - Economia
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02/06/2009 - 11h55

EUA, Canadá e Europa cairão na produção global, diz estudo

Londres, 2 jun (Lusa) - A parte de Estados Unidos, Canadá e Europa na produção mundial será este ano inferior a 50%, com a recessão acelerando a transferência da criação de riqueza para a China e outras nações, segundo um estudo.

As três economias vão corresponder, juntas, a 49,4% da economia mundial em 2009, indicam os pesquisadores do instituto britânico de conjuntura "Center for Economics e Business Research" (CEBR) nas suas projeções globais trimestrais hoje publicadas.

Esta porcentagem é bem inferior às registradas entre 1995 e 2004, em que oscilavam entre 60% e 64%.

A projeção traduz a dimensão política da recessão quando os governos que escreveram as regras da finança global após a segunda Guerra Mundial trabalham cada vez mais com a China, o Brasil e outros países emergentes.

"Esperávamos que isto acontecesse, mas não tão cedo", afirma Dougals McWilliam, diretor executivo do CEBR num comunicado.

"O Ocidente vai começar a ter de lidar com o fato de que já não somos dominante e de não podemos esperar ter as coisas à nossa maneira", acrescentou.

O CEBR previa anteriormente que a parte das denominadas economias ocidentais caísse abaixo dos 50% em 2015. Agora espera que esta cota na produção global de riqueza seja de só 45% em 2012.

A transição já assumiu um caráter político com a emergência do G20, face ao G-7 ou G-8, na definição de respostas à crise financeira e econômica global.

Lideres da economia mundial incluindo o primeiro ministro britânico Gordon Brown, o presidente Barak Obama e o chinês Hu Jintao concordaram na cúpula do G-20 em Londres em 2 de abril passado em rever as regras de funcionamento dos mercados financeiros e em aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A China ultrapassou a Alemanha em 2007 para tornar-se a terceira maior economia mundial e em setembro último ultrapassou o Japão como maior investidor estrangeiro em dívida pública norte-americana.

A China, a Rússia, o Brasil e a Índia, em conjunto, detêm 41% das reservas globais de divisas estrangeiras.

Em conjunto, o G-7 (o grupo dos sete países mais industrializados) produzem pouco mais petróleo por dia do que a Arábia Saudita.

A economia mundial vai sofrer uma contração de 1,4% este ano, estima o CEBR, que prevê que a China recupere-se da recessão mais rapidamente do que outras nações, o que a ajudará a curto prazo a ultrapassar o Japão, afirmando-se como segunda economia mundial.

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