! Privatização vai ocorrer 'mais cedo ou mais tarde', diz TAP - 04/06/2009 - Lusa - Economia
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04/06/2009 - 10h08

Privatização vai ocorrer 'mais cedo ou mais tarde', diz TAP

Lisboa, 4 jun (Lusa) - O presidente da TAP, Fernando Pinto, considera que a privatização é a solução "mais radical" para recapitalizar a empresa, mas destaca que este processo "vai acontecer mais cedo ou mais tarde".

"O processo de privatização vai acontecer mais cedo ou mais tarde. É uma decisão do governo (português). Cabe-nos a nós deixar a empresa pronta para isso e eu diria que hoje está mais bem preparada que há anos atrás", disse à Agência Lusa Fernando Pinto.

Pinto reiterou, assim como o ministro português das Obras Púbicas, Mário Lino, que "a privatização não será para o futuro imediato".

Ele destacou também que a reestruturação é "uma das metas estratégicas colocadas pelo governo para os próximos três meses", ou seja, antes das eleições legislativas. Cumprindo este calendário, Pinto reconhece que as mudanças na empresa acontecerão sob a tutela de outro governo.

Na terça-feira passada, a assembleia geral da TAP aprovou as orientações estratégicas para o próximo triênio e criou um Comitê de Reestruturação Econômico-Financeira, presidido por Carlos Veiga Anjos.

A este grupo cabe-lhe estudar um plano de capitalização da companhia aérea e as condições para a futura privatização.

"O comitê de reestruturação vai estudar os melhores caminhos [para a recapitalização da empresa], mas tem que haver um estudo aprofundado para que se possa fazer de acordo com as normas da União Europeia", disse o presidente da TAP, na primeira entrevista desde que foi reconduzido à frente da companhia aérea.

Porém, Pinto se recusou a dar mais detalhes sobre as opções de recapitalização da empresa, sabendo-se que a companhia - que em 2008 deu prejuízos de 284 milhões de euros -, necessita de pelo menos 200 milhões de euros em curto prazo.

"Foi formado um grupo de alto nível para analisar a empresa e chegará às suas conclusões. Há várias opções, mas temos que ver quais são as mais adequadas: uma delas obviamente, a mais radical, e que no momento próprio o ministro [Mário] Lino já disse, é a privatização", disse Pinto.

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