! UE financia parte de campanha eleitoral na Guiné-Bissau - 12/06/2009 - Lusa - Economia
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12/06/2009 - 11h21

UE financia parte de campanha eleitoral na Guiné-Bissau

Bissau, 12 jun (Lusa) - O delegado da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau, Franco Nulli, pediu nesta sexta-feira serenidade aos guineenses na cerimônia de entrega de 1,5 milhão de euros para o financiamento das eleições presidenciais antecipadas do próximo dia 28.

"Aproveito a oportunidade para lançar um apelo a todos os cidadãos guineenses, aos candidatos à presidência (?), à comunicação social e restantes partes envolvidas que contribuam para a realização das próximas eleições num clima de respeito, serenidade e transparência", afirmou Nulli.

"A este montante (1,5 milhão de euros) soma-se o saldo do apoio concedido às eleições legislativas de novembro passado, o que significa que o contributo da Comissão Europeia para as próximas eleições presidenciais antecipadas irá perfazer cerca de 2,4 milhão de euros", destacou o embaixador.

O Governo e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) guineenses apresentaram um orçamento de 4 milhões de euros para a realização do primeiro e segundo turno das eleições presidenciais.

Além disso, Nulli destacou que todo o apoio financeiro europeu tem como finalidade contribuir para a consolidação do Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau, possibilitando a realização de eleições presidenciais "na estrita observância dos princípios democráticos de transparência, igualdade e liberdade de voto".

O delegado da UE destacou ainda a importância e a urgência da realização das presidenciais para a "reposição da ordem constitucional" na Guiné-Bissau, sentimento que disse ser do Presidente guineense interino, Raimundo Pereira, e partilhada pelos "27".

"Faltam 16 dias para a primeira volta das eleições presidenciais antecipadas, data que foi recentemente reconfirmada pelo Presidente da Republica interino, numa clara demonstração da urgência de reposição da ordem constitucional. A Comissão Europeia apoia esta decisão e partilha esse sentimento de urgência", declarou.

A Guiné-Bissau vai realizar eleições presidenciais antecipadas após o assassinato em 2 de março do presidente "Nino" Vieira, horas depois de o chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, ter sido morto num ataque à bomba.

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