! Ministro angolano pede criação de sistema para conter crise - 29/06/2009 - Lusa - Economia
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29/06/2009 - 12h00

Ministro angolano pede criação de sistema para conter crise

Lisboa, 29 jun (Lusa) - O ministro angolano das Finanças, Eduardo Severim de Morais, defendeu nesta segunda-feira a criação de uma plataforma comum de prevenção das crises, já que os mecanismos de alerta falharam.

"Todos os países têm de encontrar uma plataforma comum de prevenção das crises, pois o grande problema foi o de toda a gente ter sido surpreendida, porque os mecanismos de alerta não funcionaram", disse Morais, à margem da 1ª Reunião de Ministros das Finanças da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que acontece na capital Lisboa.

"Os mecanismos de alerta não funcionaram e isso passa por criar uma nova ordem econômica internacional, revendo os estatutos das Nações Unidas, o papel do Fundo Monetário Internacional, além de discutir a todos os níveis, para que as crises não se repitam", declarou o ministro angolano.

Questionado sobre se desta reunião sairiam medidas concretas, o ministro angolano respondeu: "Esta reunião não é um encontro de retórica. Temo de encontrar soluções para crise e essas soluções passam também pelo diálogo".

Retomada

Além disso, ele afirmou que a economia do país vai voltar a crescer na casa dos dois dígitos já no próximo ano, depois de Luanda ter previsto uma desaceleração para 6,2 % do Produto Interno Bruto (PIB) no final deste ano.

A melhora é justificada pela quebra do preço do barril de petróleo e pela manutenção da cotas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), entidade a que Angola preside atualmente.

"O setor petrolífero caiu 6,1% em termos de crescimento, o que se deve ao cumprimento das decisões da OPEP para que Angola reduza a produção de 2 bilhões de barris por dia para 1,7 bilhões de barris diários", explicou.

O ministro disse que o setor não-petrolífero da economia angolana "está a crescer a bom ritmo", dando como exemplo a construção de mais de cem fábricas na zona econômica especial em Viana, próximo de Luanda.

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