! Premiê português defende aposta nos carros elétricos - 29/06/2009 - Lusa - Economia
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29/06/2009 - 16h18

Premiê português defende aposta nos carros elétricos

Lisboa, 29 jun (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, considerou nesta segunda-feira como decisiva a aposta nos carros elétricos para o combate ao endividamento externo e melhoria ambiental, mas advertiu que a questão política é saber se Portugal vai se colocar na linha de frente ou esperar.

José Sócrates falava no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, após 21 municípios lusos terem assinado um acordo para o lançamento da rede nacional de abastecimento para veículos elétricos.

Na presença de Sócrates e do vice-presidente da Renault Nissan, Carlos Tavares, representantes das cidades assinaram o compromisso para o desenvolvimento de pontos de carregamento de baterias de veículos elétricos.

A rede piloto terá 100 pontos de carregamento ainda este ano e cerca de 1.300 em 2011, instalando-se em parques de estacionamento públicos, centros comerciais, bombas de gasolina, hotéis, aeroportos, garagens particulares e vias públicas.

Linha de frente

Falando depois de intervenções dos ministros da Economia, Manuel Pinho, do Meio Ambiente, Francisco Nunes Correia, do presidente da EDP, António Mexia, e do vice-presidente da Renault Nissan, Carlos Tavares, o premiê luso afirmou que o desenvolvimento da rede de mobilidade elétrica "corresponde a uma escolha do Governo e a uma opção política".

"Queremos que este país esteja na linha de frente da mudança tecnológica que está em curso na área da energia e dos veículos elétricos. Esta escolha permite tornar Portugal mais independente e mais autônomo do petróleo, mas também quer ter um ambiente melhor e dar uma contribuição para a redução das emissões de gases do efeito estufa", declarou Sócrates.

"Não tenho dúvidas, as coisas vão mudar no mundo. Resta saber se estamos na primeira linha dessas mudanças tecnológicas ou se esperamos, como esperamos tantas vezes que essa mudança venha ter conosco. Nós queremos estar no grupo da frente dos países que querem liderar a mudança", afirmou o primeiro-ministro.

Ainda neste contexto, José Sócrates aludiu indiretamente ao fato de gerações anteriores de políticos não terem dado resposta aos problemas que derivaram aos choques petrolíferos que abalaram as economias ocidentais desde os anos 1970.

"Todos os que estamos nesta sala já passaram por três choques petrolíferos. Durante muitos anos assistimos ao diagnóstico que esses choques originavam, mas é agora altura de fazermos alguma coisa. Não quero ser de uma geração que passou por esses choques petrolíferos e não fez a aposta consequente com a consciência que todos temos que alguma coisa tem de mudar", disse.

Na sua intervenção, tendo pela frente uma plateia com muitos prefeitos, o primeiro-ministro se referiu às consequências ambientais que poderão resultar da introdução de carros elétricos.

"Quando o veículo elétrico for adotado nas cidades, estou certo que se produzirá uma redução do barulho e uma melhor qualidade de vida. Quando as cidades experimentarem viver com veículos elétricos, sem emissões e sem barulho, jamais quererão voltar para trás", afirmou Sócrates.

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