! Economia mundial deverá crescer 2,5% em 2010, prevê FMI - 08/07/2009 - Lusa - Economia
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08/07/2009 - 14h40

Economia mundial deverá crescer 2,5% em 2010, prevê FMI

Washington, 8 jul (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu nesta quarta-feira em alta de 0,6 ponto percentual, para 2,5%, sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2010, numa atualização de suas perspectivas econômicas.

No documento, a instituição prevê para o próximo ano uma retomada econômica global mais forte do que o estimado em abril, na base de uma estabilização do sistema financeiro e da desaceleração do ritmo da contração dos Estados Unidos ao Japão.

"Após um primeiro trimestre decepcionante", os indicadores "deixam antever o regresso de um crescimento moderado a nível global", acrescenta o FMI, advertindo que "a recessão não está terminada".

Para este ano, o fundo estima uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 1,4%, pior do que os 1,3% previstos no mês anterior.

Além disso, o volume do comércio mundial deverá cair 12,2% (1,2 p.p. a mais do que previsto na primavera), antes de regressar em 2010 a um crescimento de 1% (+0,4 p.p.).

A melhoria das perspectivas para o próximo ano reflete estados diferentes de recuperação através o mundo com as economias emergentes, sobretudo a China, ajudando o mundo a sair da pior recessão em seis décadas, enquanto a Europa fica atrás dos Estados Unidos e do Japão.

"A estabilização é desigual" e a retomada será "provavelmente tímida", adverte o relatório do FMI, que volta a frisar o caráter prioritário da estabilização do sistema bancário internacional.

"A economia global continua em recessão mas estamos a encaminhar-nos para uma recuperação", disse o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard.

"Temos de prosseguir com as políticas fiscal, monetária e financeira que implementamos", acrescentou.

Ao mesmo tempo, o FMI pede aos governos que comecem a desenhar planos para sair do quadro das medidas de apoio às respectivas economias, para evitar pressões inflacionárias e retomar a via do equilíbrio das finanças públicas.

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