! Emprego social é importante na crise, diz ministro luso - 14/07/2009 - Lusa - Economia
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14/07/2009 - 14h26

Emprego social é importante na crise, diz ministro luso

Porto, 14 jul (Lusa) - O ministro português do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, defendeu nesta terça-feira que o emprego social é importante em época de crise, mas que vai continuar a ser uma alternativa de futuro, apelando às empresas para darem uma contribuição positiva.

"A economia social não é uma panacéia em tempos de crise, é uma alternativa de futuro", afirmou Silva, na cerimônia de assinatura do protocolo "Gaia Mais Solidária", em parceria com a prefeitura de Gaia e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O ministro fez vários apelos às empresas e instituições para aderirem ao projeto de estímulo ao emprego em Vila Nova de Gaia para "diminuir a intensidade e dureza do desemprego em Portugal", destacando que todas as contribuições são decisivas.

"É sempre um risco contratar mais alguém, mas neste caso o risco é partilhado por todos", enfatizou Silva, acrescentado que "se alguém não se sente em condições de assumir o risco [de contratação]", pode, pelo menos, "abrir a possibilidade de um estágio profissional".

O projeto "Gaia Mais Solidária" prevê a criação de mil estágios profissionais, um investimento da prefeitura de cerca de 1,1 milhão de euros, que se divide em 350 estágios nas estruturas municipais e a co-participação em 20% dos estágios promovidos pelas pequenas e médias empresas locais para 650 desempregados.

Segundo o ministro, o principal objetivo da ação é "criar estímulos para que as empresas decidam a favor do emprego", considerando que "a defesa dos empregos foi a primeira linha de atuação, existindo dez mil postos de trabalho apoiados".

Vieira da Silva anunciou a criação de 250 novos empregos no município de Gaia, como resultado dos projetos sociais em construção, no âmbito do programa Pares.

"Tenho esperança que com a nova onda de projetos, em fase de aprovação, no âmbito do QREN, possamos reforçar [a criação de emprego social], o que será sobretudo centrado no Norte, Centro e Alentejo", lançou o ministro do Emprego. O prefeito de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou que "só com um trabalho conjunto a crise será ultrapassada", deixando a expectativa de que "o tecido empresarial corresponda, assumindo o seu papel".

Menezes elogiou o trabalho do governo no desenvolvimento de projetos de âmbito social em Gaia: "Esteja de consciência tranquila, porque o governo tem feito uma grande ofensiva para apoiar a ação social".

Aproveitando a ocasião, o prefeito pediu mais exigência às associações de solidariedade social na hora de lançar novos projetos.

"O associativismo tem que ser mais responsabilizado, tem que haver mais esforço e trabalho para justificar o apoio do Estado e da Câmara, porque o que acontece é que as IPSS são obrigadas a um capital pequeno, sendo depois a prefeitura a compensar a diferença", concluiu.

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