! Portugal Telecom evita falar de operadora luso-brasileira - 16/07/2009 - Lusa - Economia
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16/07/2009 - 16h59

Portugal Telecom evita falar de operadora luso-brasileira

Brasília, 16 jul (Lusa) - O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, evitou comentar nesta quinta-feira possíveis negociações que podem levar à entrada da PT na Oi (ex-Telemar), a maior empresa brasileira de telefonia, para criação de um operador luso-brasileiro.

"As empresas quando estão cotadas em bolsa fazem negócios, não anunciam que vão fazer", afirmou o executivo, em conferência de imprensa, após um encontro com o presidente Lula, em Brasília.

"Recuso-me sempre a comentar temas que são estratégicos porque o fórum adequado é a nossa comissão executiva e o conselho de administração", limitou-se a dizer.

Uma eventual negociação para a entrada da PT no capital da Oi, operadora com 57,7 milhões de usuários em todos os Estados brasileiros, foi recentemente destaque na imprensa brasileira.

Em julho de 2007, a PT confirmou que manteve contatos com alguns acionistas da Oi para explorar possibilidades de investimento, mas as negociações não avançaram.

A Oi tem entre os seus acionistas de referência fundos de pensão de empresas estatais, como Banco do Brasil (Previ), Petrobras (Petros) e Caixa Econômica Federal (Funcef).

Os fundos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a instituição financeira de fomento do Governo brasileiro, detêm pouco mais de 49% do capital da Oi.

O restante é controlado pelos empresários Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez (construção civil), Carlos Jereissati, do La Fonte, e pela Fundação Atlântico, o fundo de pensão da Oi.

O executivo afirmou, entretanto, que o grupo português está aberto para realizar parcerias com empresas brasileiras na produção de conteúdos em língua portuguesa para a Internet, principalmente para o mercado africano.

"Estamos dispostos a nos aliar com todos que estão dispostos a trabalhar. Já lançamos várias versões do portal Sapo", frisou.

Sobre o interesse da Oi, anunciado recentemente, em passar a atuar no mercado africano, nos próximos cinco anos, Zeinal Bava ressaltou que estar na África "não é uma intenção" para a PT, mas uma "realidade".

"Já estamos em muitos países africanos, há mais de uma década. Quando falamos de África não é algo que vamos fazer no futuro, nós já estamos a fazer no presente", disse.

As operações na África representam 5% das receitas da PT e cerca de 20% dos resultados líquidos do grupo português, salientou.

"Há todo um crescimento que vai acontecer com essa redistribuição da riqueza das classes D e E, esse peso (do setor) vai aumentar no tempo. Estamos convencidos de que no Brasil o celular vai ser a grande locomotiva do crescimento", disse.

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