! Angola rejeita influência da crise em comércio com Portugal - 17/07/2009 - Lusa - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

17/07/2009 - 14h53

Angola rejeita influência da crise em comércio com Portugal

Luanda, 17 jul (Lusa) - O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal/Angola (CCIPA) admitiu nesta sexta-feira em Luanda um "ligeiro amortecimento" nas trocas comerciais entre os dois países. Contudo, ele rejeita maiores consequências da crise global nas relações econômicas bilaterais.

"Há uma crise internacional forte em todos os países do mundo, mas o relacionamento entre Portugal e Angola não caiu. Antes pelo contrário, tem-se vindo a reforçar, o que é um sinal inequívoco de que essas relações são mais fortes do que a própria crise. O que há é um ligeiro amortecimento nas relações comerciais", considerou Carlos Bayan Ferreira.

Ferreira falava durante um jantar oferecido pela CCIPA, aos empresários portugueses que participam na Feira Internacional de Luanda (FILDA) e que contou com a presença membros do executivo angolano e português, como os ministros da Economia e da Agricultura de Angola, Manuel Júnior e Afonso Canga respectivamente.

Até o final de abril as exportações portuguesas para Angola cresceram 21% em comparação com o ano passado, o que num ano em que o comércio mundial caiu.

"Nos últimos anos Portugal tem investido aqui milhões de euros. Em 2008 foram mais de 770 milhões de euros em projetos portugueses aprovados pela Agência Nacional do Investimento Privado (ANIP), havendo este ano dezenas de projetos portugueses em fase de aprovação", acrescentou.

Ferreira frisou ainda que em termos de trocas comerciais, Portugal importa de Angola essencialmente produtos petrolíferos, embora o mercado português já compre também alguns derivados da pesca e madeira.

No primeiro semestre de 2009, as exportações angolanas para Portugal encolheram 63% no primeiro trimestre, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas exportações de Portugal para Angola, Ferreira indicou haver fatores "positivos" uma vez que, além de alimentos e bebidas, neste momento chegam ao país equipamentos, materiais de transporte e máquinas originárias de Portugal, que vão construir e fabricar localmente outros produtos.

"Isso tem uma grande vantagem, para que Angola substitua as importações e o nosso objetivo é que seja em parceria entre os empresários angolanos e portugueses", defendeu Ferreira.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host