! Berlim cogita nacionalizar bancos para garantir empréstimo - 20/07/2009 - Lusa - Economia
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20/07/2009 - 08h02

Berlim cogita nacionalizar bancos para garantir empréstimo

Berlim, 20 jul (Lusa) - O Governo alemão pondera uma entrada no capital dos bancos que receberam ajudas do Estado, se estes continuarem a dificultar o acesso das empresas ao crédito, noticia nesta segunda-feira o matutino Sueddeutsche Zeitung.

Em entrevista à televisão pública ARD, no domingo, a chanceler Angela Merkel afirmou que teria de ter "uma conversa muito séria" com os bancos, caso se mantenha os bloqueios ao crédito.

O Sueddeutsche Zeitung adianta que o Executivo já tem planos para convencer o setor bancário a conceder créditos, em troca de uma nacionalização parcial, sistema já adotado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

O pano de fundo deste projeto é a preocupação de que os bancos não estejam em condições de conceder, a partir do outono, os empréstimos considerados necessários para a recuperação da economia. Uma análise conjunta da chancelaria federal, do Ministério da Economia e do Ministério das Finanças detectou riscos para a maior economia europeia se houver um bloqueio ao crédito, cita o jornal.

Várias confederações patronais, além de grandes consórcios e sobretudo pequenas empresas, têm se queixado das dificuldades em obter empréstimos para importantes investimentos.

O Ministério das Finanças recusou comentar a existência de planos para nacionalizar parcialmente bancos privados, para obviar esta situação. Na entrevista à ARD, Angela Merkel não entrou em detalhes sobre a forma como pretende convencer o setor bancário a libertar mais empréstimos, mas frisou que o Governo "fez tudo" para os bancos ficarem protegidos, "e espera agora que concedam créditos".

Em outubro, quando se esboçaram os primeiros sinais da crise financeira internacional, o Governo federal criou um fundo de 400 bilhões de euros para garantias bancárias e 80 bilhões de euros para empréstimos diretos aos bancos.

A medida foi justificada com a necessidade de evitar um colapso de consequências imprevisíveis para a economia real, com base na experiência da Grande Depressão dos anos trinta do século passado.

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