! BC português prevê maior restrição de acesso ao crédito - 29/07/2009 - Lusa - Economia
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29/07/2009 - 10h36

BC português prevê maior restrição de acesso ao crédito

Lisboa, 29 jul (Lusa) - A concessão de crédito bancário a empresas e particulares tornou-se mais restritiva no segundo trimestre deste ano e os bancos perspectivam "apertos adicionais" para o próximo trimestre, cita o inquérito aos bancos, divulgado nesta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

De acordo com os resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, realizado aos cinco grupos bancários portugueses que integraram a amostra, os critérios de concessão de empréstimos tornaram-se "mais restritivos no decurso do segundo trimestre" deste ano.

Para o próximo trimestre, os bancos antecipam "apertos adicionais nos critérios de concessão de crédito ao setor privado não financeiro" e prevêem também um "ligeiro aumento da procura de empréstimos ou de linhas de crédito por parte das empresas e uma diminuição da procura de empréstimos pelos particulares".

As restrições na concessão de crédito durante o segundo trimestre são atribuídas a uma avaliação menos favorável dos riscos e ao aumento dos custos de capital e restrições de balanço dos bancos devido às perturbações nos mercados financeiros.

Todos estes fatores conduziram, segundo o relatório do Banco de Portugal, a um aumento dos "spreads" aplicados nos empréstimos concedidos, quer a sociedades não financeiras, quer a particulares.

O Banco de Portugal cita que a procura de empréstimos ou linhas de crédito por parte de empresas registrou "uma ligeira diminuição no segundo trimestre face ao trimestre precedente".

De acordo com o inquérito, isto deveu-se a menores necessidades de financiamento de investimento e de projetos de fusões e aquisições, assim como de reestruturação empresarial.

Apenas a reestruturação da dívida e a diminuição da geração interna de fundos das empresas teria contribuído para um aumento da procura de crédito por parte das empresas.

Os particulares, de acordo com os resultados obtidos, também diminuíram a sua procura de crédito, em especial nos empréstimos para aquisição de habitação.

O Banco de Portugal diz que a diminuição da procura por parte dos particulares está relacionada, em grande medida, com a deterioração da confiança dos consumidores.

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