! Trabalhadores pedem mais produtos portugueses em carros - 30/07/2009 - Lusa - Economia
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30/07/2009 - 18h33

Trabalhadores pedem mais produtos portugueses em carros

Lisboa, 30 jul (Lusa) - Representantes de organizações de trabalhadores de empresas com atividade no Parque Industrial da Volkswagen, em Palmela (região de Lisboa), pediram a intervenção do Governo para uma maior incorporação de componentes nacionais nos automóveis produzidos em Portugal.

O pedido das organizações de trabalhadores, expresso numa reunião com o ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, tem por base a necessidade de combater os problemas de emprego que afetam ou ameaçam o setor em consequência das quedas de produção de viaturas, explicou um seu porta-voz.

António Chora, da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, disse que, durante o encontro com o ministro, foi também solicitada a intervenção do Executivo no sentido de garantir às empresas portuguesas de componentes condições para uma presença em feiras internacionais.

Empresas como a Webasto Portugal, Faurécia e Schnellecke Portugal, cujos trabalhadores estiveram representados na reunião, precisam divulgar os seus produtos no exterior com vista à captação de novos clientes, afirmou.

Questão

A produção tem sido absorvida pela fábrica da Volkswagen de Palmela, mas a redução da atividade nesta unidade (de 610 para 300 carros por dia) e as dificuldades que se preveem para os próximos meses justificam a procura de alternativas.

Na reunião com Vieira da Silva, os representantes das organizações de trabalhadores propuseram a adaptação do Programa de Apoio ao Setor Automóvel (Pasa) criado pelo Governo para responder aos novos problemas, em questão de formação profissional.

Num comentário ao acolhimento das propostas por parte de Vieira da Silva, António Chora indicou que o ministro tomou nota e "disse estar na disposição de ouvir e apoiar".

Questionado sobre a possibilidade de interrupção temporária de contratos de trabalho (lay-off) na Autoeuropa, com início previsto para 27 de setembro, referiu que a administração da empresa admite uma reapreciação da situação "depois das férias".

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