! Construtoras portuguesas destacam aposta em Moçambique - 01/08/2009 - Lusa - Economia
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01/08/2009 - 14h20

Construtoras portuguesas destacam aposta em Moçambique

Maputo, 1º ago (Lusa) - O presidente da construtora portuguesa Mota-Engil, Jorge Coelho, considerou Moçambique "um importante mercado" na área de construção civil e descreveu a participação do consórcio português na edificação da Ponte Armando Guebuza como de "grande importância" para as construtoras portuguesas.

"Moçambique é um mercado importante e o nosso objetivo é crescer bastante, o que tem vindo a acontecer, pois temos vários projetos em vista", disse Jorge Coelho à Lusa, em por telefone a partir da região de Chimuara, província da Zambézia, no centro do país.

Jorge Coelho falava a propósito da participação do consórcio português entre Mota-Engil e Soares da Costa na construção da ponte do rio Zambeze, inaugurada neste sábado.

"Esta obra é diferente de todas as obras, pois tem um significado mais vasto do que mero ganho financeiro. Sinto um privilégio por ser presidente da Mota-Engil e poder contribuir para aquilo que é hoje o orgulho global para todos os moçambicanos", afirmou Jorge Coelho.

Em declarações à Lusa, o presidente-executivo da Soares da Costa, Pedro Gonçalves, disse que a parceria entre as construtoras portuguesas Soares da Costa e a Mota-Engil na ponte sobre o rio Zambeze foi "um exemplo de sucesso" e considerou que este resultado vai "abrir uma nova página" nas empresas.

Obra

A ponte inaugurada neste sábado pelo presidente moçambicano, Armando Guebuza, é um dos mais emblemáticos projetos de construção civil desde a independência de Moçambique, em 1975.

A infraestrutura ligará os distritos de Caia, em Sofala e Chimuara, na Zambézia, centro de Moçambique, permitindo a circulação rodoviária entre o sul e norte do país.

A ponte tem um tabuleiro de 2.376 metros de comprimento (1.666 em terra e 710 sobre o leito do rio), 16 metros de largura e quatro faixas de rolamento, mas com uma estrutura que prevê a sua duplicação.

A execução retoma estudos feitos no período colonial pelo engenheiro português Edgar Cardoso, que ainda tem marcas ainda visíveis nas margens do rio Zambeze.

As obras de construção da nova ponte foram inicialmente canceladas, devido à guerra civil no país, entre as tropas do Governo da Frelimo e os rebeldes da Renamo, de 1976 a 1992.

Orçada em 61,7 milhões de euros, a edificação da ponte contou com apoios da Suécia, Itália, Japão e da Comissão Europeia, tendo sofrido um aumento de 5 milhões de euros para reparar os danos sofridos durante as cheias recentes na região.

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