! Suspensão da atividade da Repsol afeta 76 operários lusos - 02/08/2009 - Lusa - Economia
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02/08/2009 - 10h47

Suspensão da atividade da Repsol afeta 76 operários lusos

Sines, Setúbal, 2 ago (Lusa) - A suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off) de mais de metade dos colaboradores da Repsol obrigou os fornecedores a recorrerem à medida, afetando, pelo menos, 76 trabalhadores.

"Tínhamos cerca de 80 pessoas a trabalhar em permanência no contrato de manutenção com a Repsol. Com a entrada em lay-off[dos trabalhadores da Repsol], estão agora 21 pessoas a trabalhar, apenas por questões de segurança", disse à Agência Lusa o diretor de Manutenção e Logística da prestadora de serviços Compelmada, Luís Melim.

"Entraram primeiro em períodos de férias, alguns em outras obras e estão agora em lay-off cerca de 60", explicou o responsável pela área de manutenção da empresa, que emprega, ao todo, 400 trabalhadores.

Além destes 60 trabalhadores com suspensão temporária de contratos de trabalho, a empresa tinha na Repsol, quando começou a suspensão temporária na petroquímica, mais 11 pessoas contratadas, por meio de uma empresa de trabalho temporário.

"Do pessoal que estava contratado à hora, através de empresas de prestação de serviços, foram dispensadas 11 pessoas", disse, explicando que todos os outros trabalhadores são efetivos e "estão há muitos anos a trabalhar na Repsol".

Contratos

Há ainda outros três trabalhadores que pediram a aposentadoria, na sequência da suspensão temporária dos contratos de trabalho.

"Além do contrato de manutenção [que empregava os 80 trabalhadores], temos obras na Repsol nas áreas da construção e da engenharia, que estão agora paradas", explicou.

A ITS - Intertek, que tinha 38 trabalhadores empregados na Repson, resolveu aplicar a suspensão a 16 pessoas. "A exemplo da Repsol, o lay-offvai do dia 15 [de julho] até 31 de dezembro, mas a qualquer momento que a Repsol levante, estaremos em condições de retomar todos os serviços mantidos até aqui", afirmou o representante da empresa, Jaime Martins.

Outra empresa da área de manutenção mecânica, que tinha na Repsol oito trabalhadores, tem agora três.

"Tínhamos lá em permanência, com contratos fixos, oito pessoas. Agora, ficamos reduzidos a três, como consequência direta do fato de terem a produção parada", afirmou o diretor da Esmal, António Lages, que diz não ter recorrido a demissões nem a lay-offe que não pretende fazer isso se a situação na Repsol "não se prolongar".

"Caso contrário, teremos de tomar outras medidas", admitiu António Lages.

Trabalhadores

O Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas (Sinquifa) já tinha alertado que a entrada em lay-offde mais de metade dos trabalhadores da Repsol, em Sines, poderia colocar em risco postos de trabalhado nas empresas de prestação de serviços a laborar no complexo petroquímico.

"Esta semana, cerca de 400 trabalhadores de empresas de prestação de serviços estavam na Repsol", afirmou Daniel Silvério, delegado sindical, acrescentando que "cerca de 200 continuam fora" e que não sabem bem "o que lhes pode acontecer".

Das cerca de 16 prestadoras de serviços que trabalham na Repsol, quatro asseguraram continuar a trabalhar no complexo normalmente. A Lusa procurou contatar todas as empresas, mas a maioria não esteve disponível até ao momento para prestar declarações.

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