! FMI negocia apoio financeiro a Angola contra crise mundial - 03/08/2009 - Lusa - Economia
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03/08/2009 - 13h24

FMI negocia apoio financeiro a Angola contra crise mundial

Luanda, 3 ago (Lusa) - Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a Luanda para negociar um eventual apoio financeiro anticrise a Angola, no momento em que Luanda afirma que serão superados os "desacordos" com a instituição financeira.

"Nos últimos três anos, não registrei nenhuma contradição entre as missões do Fundo e o Governo. Por que é que se insiste que há desacordo? Não há desacordo. Não há é programa com o Fundo, porque nem todos os países têm um programa com o FMI", afirmou o ministro angolano das Finanças, Severim de Morais, citado pela Rádio Nacional de Angola.

"As últimas três missões do Fundo e os seus relatórios foram sempre positivos. É evidente que nós não temos um acordo formal com o Fundo e assim sendo apenas tomamos nota das recomendações que o faz, a maioria das quais nós temos implantado", disse. Na semana passada, o ministro da Economia, Nunes Júnior, citou a importância de um eventual apoio do FMI, diante de um cenário em que as receitas petrolíferas se recuperam de uma forte baixa registrada entre o final do ano passado e o primeiro trimestre de 2009.

"O FMI vai negociar com o Governo uma maneira de permitir que a nossa economia tenha acesso a recursos mais sólidos e abundantes nesta fase de crise", disse o ministro angolano, que não quis revelar detalhes.

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Antes disso, Nunes Júnior já havia afirmado que o Fundo "vai remover os requisitos que durante anos impediram Angola de receber empréstimos daquela instituição".

Em julho, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, se reuniu à margem da cúpula do G8, na Itália, com o presidente do FMI, Dominique Straus-Kahn, que elogiou as medidas do Governo angolano para a melhoria da política fiscal e orçamental.

"São medidas corretas e que estão no bom caminho, pode-se avançar rapidamente para futuros compromissos", disse o líder do FMI.

No mesmo evento, José Eduardo dos Santos sublinhou que "o FMI já não é a mesma instituição do passado, é muito mais flexível".

A missão do Fundo Monetário Internacional permanecerá em Angola até quinta-feira.

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