! Gripe não afeta movimento no Algarve, diz entidade - 15/08/2009 - Lusa - Economia
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15/08/2009 - 17h59

Gripe não afeta movimento no Algarve, diz entidade

Faro, 15 ago (Lusa) - A Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares do Algarve (AHISA) considera que as medidas de higiene e segurança implementadas "são suficientes" para prevenir a gripe A (H1N1) e que hotéis e restaurantes que representa "funcionam normalmente".

"A atividade decorre normalmente. Todos os hotéis e restaurantes têm implementado o sistema HACCP [de controle de higiene e segurança alimentar] e pouco ou nada mais há a fazer para prevenir a gripe A", afirma Daniel Adro, presidente da AHISA, que representa cerca de três mil hotéis e restaurantes algarvios.

Ele explica que "o sistema já está implementado há vários anos e as próprias autoridades de saúde disseram que não estavam muito preocupadas com os hotéis e restaurantes porque essas medidas são suficientes".

"A informação sobre a forma de prevenir a propagação do vírus foi passada aos associados e, apesar de toda a publicidade negativa que tem sido feita em Portugal pela comunicação social, tudo tem estado a funcionar normalmente", declara.

Além disso, Adro destaca que "o único problema" dos seus associados "é a desvalorização da libra e o menor número de clientes provenientes do Reino Unido". "Essa sim é a nossa gripe", brinca.

Impacto

Também a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) está confiante nas medidas de prevenção da gripe A e mais preocupada com seu eventual impacto no turismo.

O presidente da AHETA, Elidérico Viegas, diz que o que mais o preocupa "são aquelas pessoas que sabem que estão infectadas e cancelam as suas viagens para o Algarve por esse motivo".

Porém, ele destaca que "o auge da doença é esperado para os meses mais frios, de dezembro e janeiro, que coincidem com a época baixa no Algarve".

Já a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que a diminuição de receitas se deve mais à recessão econômica do que à gripe, mas que esta contribui para a situação.

"Estamos preocupados. Na hotelaria temos quebras violentas. Na restauração anda à volta dos 30 a 40 por cento. Às dificuldades da recessão alia-se agora a gripe", afirma José Manuel Esteves, secretário-geral da AHRESP.

Sem exagero

A associação tem tomado medidas efetivas junto dos seus associados para evitar a propagação do vírus, mas sem alarmismos.

"Temos procurado tratar a matéria com sensatez e bom senso porque se trata de uma área estratégica como o turismo e o Algarve vive, sobretudo neste ano, do turista nacional e espanhol. Temos tido cuidado para não cair em exageros e alarmismos", afirmou.

A associação "está a fazer um trabalho de casa sério, moderado e preciso juntos dos associados", a quem deu "numa primeira fase uma matriz de boas práticas para planos de contingência para a gripe, de acordo com a tipologia, se é hotel, restaurante, bar, discoteca".

"Estamos a preparar uma segunda abordagem para depois do verão, com versão mais detalhada desse plano de contingência. Acabou o plano de contenção, o de transição está a esgotar-se e vamos entrar no de difusão do vírus. Por isso, esse novo documento, subscrito em conjunto com o Ministério da Saúde, informa, por exemplo, como um hotel deve evacuar um doente com gripe", explica José Manuel Esteves.

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