! Tráfego de passageiros global diminui 2,9% em julho - 27/08/2009 - Lusa - Economia
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27/08/2009 - 08h45

Tráfego de passageiros global diminui 2,9% em julho

Lisboa, 27 ago (Lusa) - As companhias aéreas mundiais transportaram 2,9% menos passageiros e 11,3% menos mercadorias em julho, em comparação com o mesmo período do ano passado, uma quebra inferior nas comparações mensais registradas no resto do ano.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês), e demonstram uma recuperação em relação à quebra de 7,2% em junho no transporte de passageiros, enquanto os primeiros sete meses do ano registraram uma quebra recorde acumulada de 6,8 %.

No transporte de cargas, a redução de 11,3% de julho também demonstra uma melhoria relativa ao mês anterior, quando a quebra se situava nos 16,5%, e em relação à média dos sete primeiros meses do ano, que foi de 19,3%.

Sobre as companhias aéreas europeias, a IATA afirma que o transporte de passageiros caiu 3,1% em julho, explicando que os clientes estão escolhendo lugares mais econômicos devido às dificuldades financeiras. Com isso, os destinos mais caros tem tido menos demanda.

A organização justifica que as melhorias na demanda pelo transporte aéreo se deve muito mais aos fortes descontos oferecidos pelas empresas do que a melhorias financeiras dos clientes ou maior confiança econômica.

Segundo o presidente executivo e diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani, estes números são impulsionados durante um período, quando as empresas têm necessidade de repor os seus estoques, sendo o tráfego nivelado quando esta reposição termina.

Ele disse ainda que a demanda pode parecer melhor mas que no essencial a situação não mudou, sendo que a IATA notou pouca diferença na queda sem precedentes registrada nas receitas e nos lucros.

"Os próximos meses estão marcados por muitas incertezas, incluindo nos preços do petróleo. O caminho para a recuperação será lento e volátil. Entretanto, a industria continuará nos cuidados intensivos", concluiu.

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