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08/09/2009 - 19h55

Comércio de bens em Portugal recua em entradas e saídas

Lisboa, 8 set (Lusa) - No período de maio a julho de 2009, a saída de bens caiu em Portugal, em comparação com o mesmo período do ano passado, 22,4% e as entradas recuaram 24,9%, anunciou o Instituto Nacional de Estatística.

A entidade adiantou que esses indicadores originaram uma diminuição do déficit da balança comercial portuguesa em 1,71 bilhão de euros.

A taxa de cobertura foi de 66,1%, correspondendo a um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação à taxa registrada no período homólogo do ano anterior (maio a julho de 2008).

Analisando as entradas de bens, e por grupos de produtos, a área de combustíveis minerais registrou a maior queda no primeiro semestre de 2009 em variação homóloga, devido ao recuo da cotação nos mercados internacionais.

No entanto, todas as áreas de produtos registraram reduções, refletindo a contração do investimento e do consumo interno, especificou o INE.

Em termos de comércio extracomunitário (fora do bloco europeu), de maio a julho deste ano, as exportações diminuíram 23,5% e as importações 39,6% face ao mesmo período de 2008.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, verifica-se que as exportações baixaram 19,7% e as importações 33,8% face a igual período do ano anterior.

O saldo comercial com a exclusão destes dois produtos atingiu um superávit de 294,9 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 119%, enquanto que nos resultados globais (incluindo combustíveis e lubrificantes) registrou-se um déficit de 748,1 milhões de euros, com taxa de cobertura de 73,8%.

Em relação ao comércio intracomunitário (dentro do bloco), em julho de 2009 manteve a tendência negativa dos meses anteriores: as chegadas diminuíram 14,8% e as expedições 20,8% diante de julho de 2008.

Em termos mensais (julho de 2009 face a junho de 2009), as chegadas aumentaram 12% (sobretudo pelos aumentos na área outras máquinas e equipamentos de uso específico e veículos e carros blindados),enquanto que as expedições subiram 12,5% (devido aos Pneumáticos e Resinas), registrando variações mensais positivas pelo terceiro mês consecutivo.
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