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08/09/2009 - 16h37

Portugal confirma-se como um dos países da UE sem recessão

Lisboa, 8 set (Lusa) - Portugal confirmou-se como um dos países da União Europeia (UE) que saíram da recessão no segundo trimestre, com uma subida de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao primeiro trimestre do ano, anunciado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A Alemanha e a França, as duas maiores economias da União Europeia, haviam registrado subidas de 0,3% dos respectivos PIB no segundo trimestre do ano.

O Banco de França anunciou hoje que a economia francesa deverá registrar uma expansão de 0,3% no terceiro trimestre do ano, revendo em alta as previsões de crescimento estagnante.

Após quatro trimestres de contração em linha, a economia francesa emergiu da recessão no segundo trimestre do ano, ao subir 0,3%, de acordo com as estatísticas do instituto nacional de estatística francês.

A "economia está num processo de estabilização vagarosa, parando a sua derrapagem ", salientou no domingo, a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde.

No Reino Unido a economia cresceu 0,2% no trimestre terminado em gosto, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa Social, advertindo que o fim da recessão não é um arauto ou mensageiro para o regresso do crescimento normal econômico.

Esta subida de 0,2% do PIB britânico vem a seguir a uma queda de 0,3% verificada entre maio e julho, cita o instituto especializado em calcular o PIB britânico antes dos dados oficiais do departamento de estatísticas britânico.

Já a economia da Finlândia, ao contrair-se 2,6% no segundo trimestre face ao precedente, fez cair o país na pior recessão da zona do euro, caindo o PIB 9,4% num ano.

A economia finlandesa, que entrou numa recessão mais forte que as previsões dos analistas, desacelerou ligeiramente face aos três primeiros meses do ano, em que o PIB caíra 3%.

Em relação aos dados da zona do euro, da União Europeia e das economias globais, o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, considerou que a retomada mundial poderá ocorrer um trimestre antes do que o previsto, no começo de 2010.

Falando hoje numa entrevista ao jornal italiano Sole 24 Ore, Strauss-Kahn anunciou uma revisão em alta das previsões mundiais do FMI, salientando que a evolução constatada, explica-se por várias razões, principalmente a "reconstituição dos estoques das empresas e as medidas da política econômica de apoio às economias".

"Nós vemos a luz ao fundo do túnel, mas ainda estamos em crise, porque o verdadeiro problema são as consequências sociais, tais como desemprego que vai continuar pelo durante mais um ano", frisou.

Para o responsável do FMI, "os governos europeus devem todos conduzir bem as suas reformas estruturais", porque "fazer mais 0,3% ou menos 0,3% é melhor, mas não muda grande coisa,", avaliando os indicadores das grandes economias europeias, como Alemanha e França.
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