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10/09/2009 - 10h26

TAP admite perdas de R$ 13 mi por dia de greve dos pilotos

Lisboa, 10 set (Lusa) - Cada dia de greve dos pilotos deverá custar à TAP cerca de 5 milhões de euros (R$ 13,29 milhões no câmbio atual), disse à Agência Lusa fonte oficial da companhia aérea.

"Este é um valor médio para uma greve de total eficácia", disse à Lusa a fonte oficial da TAP, ressaltando que este valor pode variar conforme "o dia da semana e do mês".

Contas feitas, no conjunto, os dois dias de greve convocados pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) - 24 e 25 de setembro - podem custar à TAP 10 milhões de euros. A empresa encerrou o primeiro semestre com um prejuízo de 72,4 milhões de euros.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) decidiu iniciar a greve devido ao "impasse" no processo de revisão do Acordo de Empresa dos pilotos da TAP e ao "descontentamento" com a gestão do presidente-executivo da companhia aérea, Fernando Pinto.

Fonte oficial da TAP disse à Lusa que, no início da semana, a companhia aérea apresentou ao sindicato uma proposta em que sugeria o "reatamento imediato da proposta de discussão e atualização do Acordo de Empresa".

A companhia aérea propunha também "o acompanhamento atento e empenhado da evolução da situação econômico-financeira da empresa e da crise da indústria, com vista a, ao longo do último trimestre do ano, se proceder a uma avaliação objetiva e responsável da possibilidade de partilha de resultados".

Impasse

Os pilotos, na assembleia-geral que ocorreu na terça-feira, decidiram dar um mandato para "a direção do SPAC rejeitar a proposta da TAP, relativa a vias negociais estéreis, por ser objetivamente improdutiva, desequilibrada e discriminatória dos pilotos", de acordo com o pré-aviso de greve.

Os pilotos interromperam suas atividades pela última vez em outubro de 2007, numa greve nacional.

Na época, o sindicato convocou uma greve de três dias, mas a paralisação acabou durando apenas um dia, devido à intervenção do ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Esta paralisação originou o cancelamento de 65 voos e prejuízos de um milhão de euros para a transportadora liderada por Fernando Pinto.
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