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11/09/2009 - 12h07

Maior grupo editorial português chega ao mercado brasileiro

Rio de Janeiro, 11 set (Lusa) - O grupo Leya, maior grupo editorial português, chega ao Brasil e passa a editar diretamente no mercado brasileiro a partir deste mês, com a publicação de seis títulos.

"A Leya lançou-se no mercado português como um grupo em janeiro de 2008 em Lisboa, mas nunca escondeu que o seu objetivo maior era ser uma editora internacional, um grupo editorial presente em todos os países de língua portuguesa", disse à Agência Lusa o diretor editorial do Leya no Brasil, Pascoal Soto.

A festa de lançamento da filial brasileira será nesta sexta-feira, no Palácio São Clemente, a residência oficial do Cônsul-Geral de Portugal no Brasil, António Almeida Lima, no Rio de Janeiro.

Os membros da equipe da Leya no Brasil serão apresentados com a presença do administrador-delegado do Grupo Leya, Isaías Gomes Teixeira.

Soto disse que, apesar de o Brasil ser um grande mercado, é preciso ter fôlego para ingressar nele. "O grupo vê o Brasil como um mercado absolutamente estratégico. Os olhos do Leya estão voltados para o Brasil".

Lançamentos

A aposta do grupo editorial, que reúne 19 grandes editoras portuguesas e africanas, é publicar, até o fim deste ano, 20 títulos e lançar anualmente uma média de 100 novos livros com tiragens entre 10 mil e 20 mil exemplares.

Para este primeiro mês de atuação no país, seis lançamentos já estão sendo produzidos e dão uma indicação do que a Leya pretende para o Brasil.

Um dos livros que o grupo prevê grande faturamento é "Chico Buarque", do jornalista Wagner Homem, que conta detalhes inéditos que o cantor confidenciou ao longo de sua carreira ao autor.

"Esses seis títulos são indicativos das trilhas que nós percorreremos. Na biografia do Chico, o Wagner Homem recolheu uma série de histórias sobre as principais composições", afirmou.

Também será lançado "O rastro do jaguar", de Murilo Antônio de Carvalho, ganhador da primeira edição do Prêmio Leya. Pascoal Soto considerou este romance significativo e um "marco zero" para a atuação do grupo no Brasil.

"O prêmio é novo, mas é o maior prêmio em dinheiro a uma obra inédita e é voltado para o universo da língua portuguesa", explicou.

O poeta e compositor Paulo Cesar Pinheiro, ícone da Música Popular Brasileira (MPB), estreia como romancista com "Pontal do Pilar", que também será publicado pela Leya.

Outra obra a ser lançada em outubro é "Bendito Maldito", uma biografia do escritor, ator e diretor Plínio Marcos pelo jornalista Oswaldo Mendes.

Expectativa

A data de estreia das atividades da Leya coincide com o início da Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro.

"Temos ciência que somos uma editora pequena e que estamos começando a dar os passos com bastante pé no chão. Queremos consolidar o nosso espaço, com muita cautela, mas com um projeto sólido", afirmou Soto.

O editor destacou ainda que a divisão brasileira atuará com independência no desenvolvimento de suas linhas editoriais.

"Nós temos independência na escolha do que iremos publicar e só vamos publicar quando sentirmos que os autores e os livros farão diferença no mercado", acrescentando que já há planos para lançar autores portugueses e de países africanos de língua portuguesa.

"O mercado brasileiro está mais receptivo a autores portugueses hoje em dia. O caminho inverso já está a ser feito há algum tempo".

Soto adiantou que em novembro será publicada no Brasil a última obra do angolano Pepetela, "O Planalto e a Estepe", lançada em abril pela Leya em Portugal.
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