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12/09/2009 - 11h35

Gasoduto luso seria alternativa para UE diversificar fonte

Bruxelas, 11 set (Lusa) - A construção de um novo gasoduto em Portugal pode enquadrar-se na estratégia europeia de diversificar fontes de energia para poder enfrentar um eventual corte de fornecedor principal, a Rússia, que detém 42% do mercado.

Em julho, a Comissão Europeia apresentou em Bruxelas normas para melhorar a segurança energética na União Europeia (UE), depois de, em janeiro, mais uma disputa entre Moscou e a Ucrânia ter deixado alguns Estados-membros sem gás.

Assim, até 2014, os 27 Estados membros têm que ter meios para enfrentar um corte no abastecimento de gás natural, sendo o reforço das interligações de gasodutos uma das vias possíveis.

Também em julho, o Grupo de Coordenação do Gás - presidido pela Comissão Europeia - considerou haver Estados-membros que estão muito dependentes de um só fornecedor e são abastecidos por apenas uma fileira de fornecimento.

Um importante passo na direção da diversificação foi dado, também no mês passado, com a assinatura do Acordo Intergovernamental Nabucco, em Ankara.

O acordo prevê a construção de um importante gasoduto que ligará a Turquia à União Europeia e foi celebrado entre Ankara e a Bulgária, Romênia, Hungria e Áustria - os quatro países que o gasoduto irá atravessar.

O Nabucco, financiado pela UE, irá abastecer entre 5% e 10% da procura de gás mas o mais importante do projeto é que irá garantir alternativas de abastecimento a países que são completamente dependentes do fornecimento russo.
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