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14/09/2009 - 15h50

Portugal espera que 2009 seja seu 3° melhor ano no turismo

Lisboa, 14 set (Lusa) - O vice-ministro português do Turismo, Bernardo Trindade, disse nesta segunda-feira que 2009 será o terceiro melhor ano da história para o turismo português, apesar da crise, afastando os cenários negativos traçados no início do ano para o setor.

Trindade considera que os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje, sobre a atividade turística de julho, e os dados que já possui sobre agosto apontam para uma inversão de ciclo.

"As informações que temos em relação a agosto de 2009 apontam para taxas de ocupação superiores a 90% no Algarve (sul do país), com a contribuição fortíssima do turismo interno, para taxas de cerca de 75% no Douro e superiores a 80% nas unidades de turismo em espaço rural", afirma.

"É evidente que não estamos com os mesmos números de 2008, que foi o melhor ano turístico de sempre, mas estamos em 2009, num ano muito difícil do ponto de vista econômico, com uma resposta muito positiva dos portugueses", acrescenta.

Cenário positivo

O secretário de Estado do Turismo evita detalhar dados finais, mas projeta que a queda na atividade ficará abaixo dos 10%, em comparação com os 30% previstos no início do ano.

"Acho que os três últimos meses do ano serão importantíssimos, porque já vão comparar com três meses maus do ano passado. O que é possível dizer face aos dados de julho e ao comportamento de agosto é que teremos uma quebra abaixo dos 10%", justifica.

Em relação ao montante das perdas que esta queda poderá significar, Bernardo Trindade prefere não fazer previsões. "Ainda não tenho qualquer estimativa. Acho que usando o mês de julho, tendência que o mês de agosto reforçará, poderemos dizer que invertemos o ciclo".

"O que sempre nos comprometemos, e não respondendo a análises precipitadas, muitas delas que diziam que este seria o pior verão do século em determinadas regiões do país, nomeadamente no Algarve, foi em trabalhar", acrescentou.

Bernardo Trindade defendeu que o trabalho desenvolvido com os industriais do setor, com as companhias aéreas e com os operadores turísticos, bem como a mobilização de "verbas financeiras importantíssimas" para o setor, permitiram que este ano, não sendo o melhor ano turístico, possa ser, apesar da crise, "o terceiro melhor ano de sempre".

Os dados do INE mostram que os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros acumulados de janeiro a julho deste ano foram de 973 milhões de euros, 117,6 milhões de euros a menos em comparação com 1,09 bilhão de euros no mesmo período do ano passado.
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