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16/09/2009 - 16h20

Fim do ciclo do cacau afeta São Tomé e Príncipe, diz premiê

São Tomé, 16 set (Lusa) - São Tomé e Príncipe "está numa encruzilhada" imposta pelo final do ciclo do cacau, afirmou o primeiro-ministro são-tomense, Rafael Branco, na abertura do 6º Encontro de Fundações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Creio que São Tomé e Príncipe tem neste momento todas as oportunidades para iniciar um novo ciclo econômico que tire todas as vantagens da nossa posição geográfica, estratégicas, tire partido de um regime democrático, que apesar de tudo se vai afirmando, de uma população hospitaleira, de uma natureza generosa que convidam todos quantos nos visitam a aqui voltar", acrescentou.

Embora tenha reconhecido que o ciclo do cacau chegou ao fim, Branco considerou que, na realidade são-tomense, "o cacau e tudo o que está subjacente a ele ainda estão presentes".

"Quem visita o nosso país vê as condições em que vivem as populações rurais e vê as condições das suntuosas casas coloniais em degradação, tem ideia de que chegamos ao fim", disse.

O chefe do Governo são-tomense lembrou, por outro lado, que "a ajuda pública ao desenvolvimento está diminuindo", por isso entende que vai faltar aos são-tomenses "muita capacidade de mobilizar investimento estrangeiro" e uma "otimização" das ajudas externas.

Em risco está a progressiva "deterioração dos valores" no arquipélago, onde "a pobreza ataca as principais instituições do nosso estado e as fragiliza", concluiu o primeiro-ministro são-tomense.
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