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17/09/2009 - 20h26

Líderes europeus divergem sobre uso de taxa interbancária

Bruxelas, 17 set (Lusa) - Os líderes da União Europeia se mostraram divididos sobre a eventual aplicação de uma taxa sobre as transações financeiras interbancárias, defendida pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, durante a cúpula extraordinária, em Bruxelas.

No final do jantar, o presidente da Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, reiterou que, "se fosse uma taxa global, achava uma excelente ideia".

"Acho que é uma ideia que tem pernas para andar, mas sabemos que, muitas vezes, estas ideias não são concretizadas. Vamos ver", concluiu.

"Penso que essa não é a resposta", disse o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, atual presidente da UE, durante a entrada da reunião que serviu para preparar a próxima cúpula do G20, em 24 e 25, em Pittsburgh, nos EUA.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, destacou que só uma medida desta natureza poderia ser eficaz em escala global.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que uma taxa internacional desta natureza "seria sensata" mas apelava - à entrada do conselho informal - a uma posição comum que não foi conseguida.

A favor, manifestou-se ainda o chefe do Governo austríaco, Werner Faymann, defendendo uma aplicação a nível europeu.

Apesar disso, nas conclusões da Presidência sueca da UE não há nenhuma referência a esta proposta.

O economista norte-americano James Tobin lançou, em 1971, a ideia de taxar o valor das transações financeiras de curto prazo, de modo a limitar a volatilidade dos mercados e reduzir a especulação financeira.
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