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23/09/2009 - 08h50

Banco quer criação de eixo entre Brasil, Portugal e Angola

Luanda, 23 set (Lusa) - O presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado, defendeu em Luanda que o eixo Atlântico constituído por Portugal, Brasil e Angola pode ser um motor de inversão da crise mundial.

Na inauguração do novo edifício construído pela Escom em Luanda, que integra o GES, Salgado manifestou-se "confiante" de que esforços conjugados entre os três países podem resultar em mais capacidade de atração de capitais para investir em Angola.

Além disso, ele afirmou que o mundo desde 2008 teve uma contração, "uma crise econômica violentíssima" de que a sua geração não tem memória, mas disse que há sinais concretos de recuperação, afirmando o exemplo de Portugal, que é "um dos sete países europeus" com taxas de crescimento positivas, "apesar de pequenas".

"Essa crise está a evoluir de forma mais favorável, os indicadores são melhores agora, quer nos EUA quer na Europa", notou, lamentando que, "infelizmente", os investidores orientem os seus capitais para os países que mais crescem, como os EUA e a Europa, que "continuam a investir preferencialmente na Ásia".

Mas, reforçando a ideia de constituição de um eixo Atlântico "bem coordenado" constituído pelo Brasil, Portugal e Angola, podem ser criadas condições para "inverter esta tendência" e conseguir "atrair fluxos de capitais mais significativos para investir em Angola".

Para isso, Salgado pediu uma "coordenação mais perfeita" e elogiou a prioridade do Brasil em investir na África, como o prova os investimentos das empresas brasileiras em Angola e Moçambique.

"Portugal, país pequeno e periférico da Europa, tem a capacidade de se relacionar melhor que qualquer um com África e a América Latina. Portugal é procurado por investidores europeus e norte-americanos para investimentos em Angola e Brasil", disse.

"É importante que a China mantenha o investimento em Angola, mas é fundamental que o mundo ocidental, nomeadamente o eixo Atlântico, [consiga] desenvolver-se e possa contribuir para orientar capitais para Angola", apontou.
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