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25/09/2009 - 15h55

Confederação lusa de turismo prevê que ano termine negativo

Lisboa, 25 set (Lusa) - A Confederação do Turismo Português (CTP) afirmou nesta sexta-feira à Agência Lusa que o ano vai terminar "francamente negativo" para o turismo e que o próximo governo deve tomar "medidas de exceção" para as empresas do setor.

Na véspera do Dia Mundial do Turismo, que será comemorado no domingo, a CTP afasta um cenário mais negativo, mas não está otimista em relação aos resultados deste ano no segmento.

Apesar de reconhecer que o esforço desenvolvido pelo governo, operadores turísticos e empresários "produziu alguns efeitos, afastando o que poderia ter sido uma catástrofe para o alojamento turístico", a CTP afirma que a crise se vai refletir "nos resultados das empresas".

"Tendo em conta que o nível de ocupação não reflete de modo nenhum o nível de receitas das empresas, considera a CTP que o ano vai terminar para o setor do turismo francamente negativo".

A entidade afirma que o nível de ocupação obtida nos estabelecimentos hoteleiros se deve "em grande medida à descida acentuada de preços", uma situação que considera não ser "sustentável a médio prazo".

Expectativa

Para o próximo ano, a CTP não prevê "grandes melhorias no cenário", defendendo que é necessário "antecipar todas as medidas possíveis e articular todos os esforços dos agentes econômicos do setor para fazer face às dificuldades que se avizinham".

A confederação considera "urgente" que o próximo governo dê "um tratamento adequado" às especificidades do turismo de modo a que este cumpra "o seu papel de motor fundamental para a recuperação econômica" do país.

A CTP defende, assim, que "as relações trabalhistas, a taxação dos consumos de energia, de água etc, deveriam ser objeto de um tratamento excepcional" e alerta para a questão dos impostos no setor de lazer e bebidas que continua sem solução.

"França e Espanha, ao aplicarem uma taxa inferior à de Portugal neste domínio, concorrem de forma feroz com o nosso setor de lazer e bebidas, que emprega uma porcentagem muito significativa dos trabalhadores do turismo", alertou.

A CTP lembra que os destinos concorrentes de Portugal estão "a utilizar todas as 'armas' ao seu dispor para não perderem e se possível aumentarem as suas quotas de mercado".
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