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25/09/2009 - 08h54

G20 chega a acordo sobre setor financeiro e plano anticrise

Pittsburgh, 25 set (Lusa) - Os líderes dos principais países industrializados e emergentes (G20) chegaram a um acordo durante a cúpula nos Estados Unidos sobre os bônus concedidos no setor financeiro e a necessidade de manter os pacotes anticrise, revelou um responsável.

Os 20 chefes de Estado e de governo devem declarar na sexta-feira à noite que, "esperando a chegada a uma retoma duradoura", "evitarão qualquer retirada prematura das medidas de relançamento", declarou hoje o mesmo responsável de um país do G20, que pediu o anonimato, citando trechos do comunicado final.

Além disso, os líderes devem preconizar a "limitação dos bônus a uma porcentagem do produto líquido bancário" quando estes ameaçam um nível de risco alto

Os primeiros trechos do projeto de comunicado foram transmitidos por um responsável de um país do G20 algumas horas após o jantar de trabalho dos líderes, oferecido pelo presidente norte-americano Barack Obama.

No total, o texto final deverá ser "substancial" e ocupar duas dezenas de páginas.

Como a Casa Branca já tinha anunciado na quinta-feira, o G20 será designado como o "principal" fórum de coordenação econômica. Entretanto, o desaparecimento do G8 não foi anunciado.

"É em 2010 que tentaremos discutir a nova arquitetura do G20: quais os países que devem ser membros, qual a frequência das reuniões? E 2011 será o ano da aplicação do seu novo regime", afirmou um membro da delegação francesa.

Segundo a mesma fonte, "em 2010, dois G20" vão ser organizados: "um no Canadá na primavera", onde já estava prevista uma reunião do G8, e "o outro na Coreia do Sul".

Sobre os bônus, o comunicado final deve enviar recomendações ao Conselho de estabilidade financeira (FSB) para ligar a remuneração dos funcionários do setor aos desempenhos a longo prazo, e não uma escolha de risco excessiva, sugerindo para esse fim um sistema de pagamento diferenciado.

Por último, o documento final deverá afirmar a intenção de concluir as negociações comerciais do ciclo de Doha em 2010, afirmou o responsável.

Na quinta-feira, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, considerou que a conclusão das negociações de Doha será a "demonstração mais impressionante" da coordenação contra a crise após a cúpula do G20.
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