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30/09/2009 - 18h16

Bancos britânicos mudam concessão de bônus a funcionários

Londres, 30 set (Lusa) - Os cinco principais bancos britânicos aceitaram, nesta quarta-feira, modificar a forma de concessão de bônus a seus funcionários, concretizando um acordo fechado na reunião do G20 (que reúne as maiores economias mundiais e os principais países emergentes) na semana passada.

Em comunicado emitido em conjunto com o ministério britânico das Finanças, Barclays, HSBC, Lloyds, Royal Bank of Scotland (RBS) e Standard Chartered anunciaram que vão cumprir as mudanças na remuneração nos bancos, que devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2010.

O G20, reunido em Pittsburgh, nos Estados Unidos, aprovou uma série de propostas, como o pagamento de bônus ao longo de vários anos, a devolução do valor, no caso de prejuízos, mais transparência dos contratos e a imposição de limites dos bônus em relação ao rendimento total da instituição -, mas não estipulou cifras.

"Saudamos as reformas do G20 à remuneração e a sua natureza global, pois é essencial que a recompensa do banco seja consistente com a gestão de risco e que estas questões tenham paridade em termos nacionais e internacionais nestas", explicaram os bancos britânicos.

Desta forma, assumindo que a aplicação das novas regras será feita nos demais países, prometem colaborar com a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês), o órgão responsável pela regulação do setor no Reino Unido.

O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, expressou satisfação com o anúncio, pois considera que os bancos britânicos dão exemplo às instituições financeiras no resto do mundo.

"É vital que nossos serviços financeiros se mantenham na vanguarda da indústria global e tenham uma atitude em relação à remuneração responsável e a longo prazo", disse.

Parte do capital do Lloyds (43%) e do RBS (70%) pertence atualmente ao governo britânico, que investiu cerca de 40 bilhões de euros para evitar o colapso dos bancos perante a crise financeira.
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