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30/09/2009 - 14h42

Construtoras brasileiras assumem aposta em países lusófonos

Fortaleza, 30 set (Lusa) - As empresas brasileiras de construção estão cumprindo seu papel nos países de língua portuguesa, "que registra crescente expansão nos negócios", afirmam empresários do setor.

"Esse é um mercado muito grande, com alguns países destruídos e que precisam se modernizar", disse Kalil Cury Filho, diretor de Relações Institucionais da Camargo Correa, ao citar que as obras mais representativas correspondem a portos, aeroportos, estradas, ferrovias e casas.

A engenharia brasileira também avança para projetos de minas de carvão, sistemas de tratamento de água, redes de supermercados e edifícios comerciais.

Nas contas de Cury, sem considerar Brasil e Portugal, os outros países de língua portuguesa representam um mercado de US$ 20 bilhões em obras e empreendimentos.

Moçambique e Angola concentram os investimentos de empresas brasileiras do setor. Em cinco anos, a Camargo Correa já investiu mais de US$ 100 milhões em equipamentos em Angola.

O diretor de Investimentos da Odebrecht, Julio Perdigão, disse que a empresa começou com a construção de uma hidroelétrica em Angola, mas a procura impulsionou a expansão em empreendimentos imobiliários e comerciais, e avançou também em Moçambique.

Para Kalil Cury, o Brasil tem "uma engenharia notável, que fala português, profissionais qualificados, e clima semelhante ao da África". "Essas condições facilitam a cooperação", afirmou.

Evento

O 5º Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa, realizado em Fortaleza, na segunda e terça-feira, reuniu 818 participantes entre empresários brasileiros e estrangeiros para troca de informações e experiências.

"Quem melhor do que os próprios operadores econômicos para fazer a avaliação das oportunidades de negócios que cada um dos países oferece?", questionou o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.

Na perspectiva de intercâmbio comercial e investimentos, 117 empresas marcaram presença na rodada de negócios, informou a organização do evento.

"Creio que alcançamos nosso objetivo", resumiu Rômulo Alexandre Soares, presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, organizadora do evento.

O chairmain da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, afirmou que, além daquilo que se diz durante as conferências, a grande vantagem de encontros como este é a possibilidade de contatos. "Muitos dos negócios que fiz começaram em encontros como esse".
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