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30/09/2009 - 15h19

TAP afirma que greve dos pilotos pode determinar prejuízo

Lisboa, 30 set (Lusa) - A TAP considera que o prejuízo que a companhia teve com a greve dos pilotos, na semana passada, "pode ser a diferença entre ter um resultado equilibrado e ter prejuízo no final do ano".

"A previsão global feita no início do ano para o fechamento de contas [de 2009] aponta para um resultado positivo de 8 milhões de euros", disse à Agência Lusa uma fonte oficial da companhia.

Como os custos da greve rondam "5 milhões de euros por dia referentes a quebra de receitas e despesas adicionais", o aumento da despesa "pode ser a diferença entre ter um resultado equilibrado e ter prejuízo no final do ano".

Esta ideia está também expressa na carta que o presidente da TAP, Fernando Pinto, enviou aos pilotos, e na qual responsabiliza a direção do sindicato dos pilotos pela convocação da greve.

Na carta, o empresário afirma que Portugal "assistiu estupefato a uma greve por exigências salariais inoportunas" e lembra que o setor atravessa "falências, cortes salariais e demissões em massa".

Lamentando o fato de outras companhias aéreas terem feito campanhas para ficarem com os passageiros que não conseguiram voar pela sua empresa, Fernando Pinto diz que "a TAP continua disponível para encontrar soluções dentro das suas possibilidades, num processo de diálogo sério e equilibrado", mas a administração "não deve, nem pode, comprar o diálogo".

Situação

O texto, depois das críticas à realização da greve, termina com uma nota positiva. "A situação tem, paradoxalmente, um aspecto positivo. É que constatamos o enorme e incansável esforço desenvolvido por todos os que trabalharam neste período, em particular os mais expostos na linha da frente no contato com os passageiros e nas áreas mais ligadas à operação e coordenação, e que enfrentaram com inexcedível profissionalismo e dedicação a difícil situação que lhes foi criada".

Entre as medidas tomadas pela companhia para diminuir os efeitos da greve estão o "endosso de bilhetes para companhias com as quais tem acordo e que operam as mesmas rotas e o fretamento de aeronaves e companhia com disponibilidades" e um "reforço de cerca de 300 trabalhadores nos diversos aeroportos nacionais", incluindo a linha de atendimento telefônico aos passageiros.

No total, a TAP fretou 12 aviões e recorreu também a 20 ônibus, que fizeram não só as ligações entre Lisboa, Porto e Faro, mas também o "transporte para hotéis".

A companhia diz que "foi fornecido alojamento por atraso nos voos oferecidos a cerca de 1.200 passageiros".
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