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02/10/2009 - 14h19

Bancos angolanos têm desempenho excelente, diz pesquisa

Luanda, 2 out (Lusa) - A consultora e auditora internacional Deloitte apresentou, em Luanda, um estudo de análise ao comportamento do setor bancário angolano em 2008 que ressalta o "excelente desempenho" do setor.

Na apresentação do estudo "Os Bancos em Análise", Rui Santos Silva, da Deloitte, considerou como "boas notícias" os resultados coletados, ressaltando que permanecem "desafios significativos" e lembrando também que esta análise é referente a 2008, ano que se revelou muito diferente de 2009 na economia angolana.

Uma das certezas do estudo é o aumento significativo da bancarização do país, com um crescente número de operadores e particulares recorrendo aos bancos na sua atividade normal.

Apesar disso, fica ainda subjacente aos resultados da análise a necessidade de "desenvolver o capital humano para garantir a qualidade que o mercado exige".

O ano passado foi "excelente", apontou João Paulo de Carvalho, também da Deloitte, referindo-se a um crescimento "explosivo" de mais de 70% no número de cartões, passando a barreira do milhão.

Também a rede de caixa eletrônicos que opera com diversos bancos cresceu mais de 40% passando, passando de 408 em 2007 para 717 em 2008.

Pesquisa

No ranking que a Deloitte criou para os depósitos de clientes, em 2008, o Banco Africano de Desenvolvimento foi o melhor posicionado, com 26, 3%, mantendo o mesmo banco a posição quanto à captação de novos clientes, com 24,5%.

Quanto à disputa no crédito a clientes, o Banco de Poupança e Crédito aparece no topo, com 20 (8%), embora no que toca aos resultados líquidos o Banco de Fomento de Angola (BFA) supere a concorrência, ficando o Banco Privado Atlântico com o melhor resultado na rentabilidade no ranking da Deloitte.

No entanto, estas posições, segundo a Deloitte, têm apenas uma importância relativa, visto que os cinco maiores bancos do país, o BAI, o BPC, o BFA, BIC e BESA, que detêm mais de 86% da cota do mercado, apresentam resultados aproximados.

O estudo da Deloitte, que vai na 4ª edição, tem este ano novidades, como uma audição aos banqueiros sobre perspectivas de crescimento, sendo uma das conclusões a bancarização sem consolidação à vista.

Os banqueiros, na síntese da consultora, esperam ainda a aposta na gestão de clientes com base na proximidade, bem como um esforço para sustentar e controlar o crescimento.

É ainda expectável para os homens do segmento bancário angolano um crescimento de 30% na rede de bancos nacionais em dois anos, bem como o aumento dos quadros de pessoal, acompanhado por um esforço no desenvolvimento de competências de molde a garantir a qualidade, sendo este considerado um "aspecto crítico" pelos entrevistados.
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