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07/10/2009 - 14h23

TAP e sindicato de pilotos retomam negociações trabalhistas

Lisboa, 7 out (Lusa) - A administração da companhia aérea portuguesa TAP e o Sindicatos dos Pilotos da Aviação Civil de Portugal (SPAC) chegaram nesta quarta-feira a um acordo para retomar oficialmente as negociações, interrompidas em julho, antes da greve que agravou o conflito trabalhista, disse à Agência Lusa uma fonte oficial da empresa.

Segundo a fonte da TAP, "chegou-se a um acordo para se voltar à negociação".

Após as greves dos dias 24 e 25 de setembro, a companhia aérea e os pilotos se reuniram pela primeira vez nesta manhã, em um encontro que durou cerca de 50 minutos.

Uma fonte do sindicato dos pilotos não quis adiantar detalhes sobre a reunião desta manhã.

Os pilotos da TAP decidiram iniciar a greve devido ao "impasse" no processo de revisão do Acordo de Empresa e ao "descontentamento" com a gestão do presidente-executivo da companhia, Fernando Pinto.

Na época, uma fonte oficial da empresa disse à Lusa que estão em debate reivindicações de "800 pilotos" da companhia que representam "um aumento de encargos de 11,5 milhões de euros" para a TAP.

Cálculos feitos pela Lusa indicam que, dividindo os 11,5 milhões de euros pelos 800 pilotos, cada um receberia por mês um acréscimo salarial de mais de mil euros.

O sindicato contesta estes números e afirma que "o que está em causa é um aumento de 9,3% da massa salarial bruta, cuja média dará, em termos brutos, 600 euros, uma quantia sujeita a descontos".

A TAP, que fechou o primeiro semestre com prejuízos de 72,4 milhões de euros, diz que a paralisação custa 10 milhões de euros aos cofres da companhia.

A última greve dos pilotos, em outubro de 2007, causou o cancelamento de 65 voos e deixou prejuízos de 1 milhão de euros para a companhia portuguesa.
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