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09/10/2009 - 09h41

Evento luso quer mostrar que 'não há alternativa à inovação'

Porto, 9 out (Lusa) - O diretor-geral da Cotec Portugal, Daniel Bessa, ex-ministro português da Economia, disse nesta sexta-feira à Agência Lusa que a inovação é o caminho obrigatório para as empresas que quiserem assumir uma posição global, e afirmou que isso pode ser aplicado a todos os setores de atividade.

"As empresas que não forem por aí têm os dias contados", afirmou o executivo da Cotec Portugal, que escolheu quatro companhias de segmentos tradicionais para provar que há "Inovação em Setores Tradicionais", tema do seminário realizado nesta sexta-feira na feira Portugal Tecnológico 2009, organizada pela Cotec Portugal e pelo Plano Tecnológico.

"A maioria das pessoas liga a inovação a coisas muito sofisticadas, criou-se a ideia de que é sinônimo de tecnologia", disse Bessa, destacando que "a inovação pode acontecer em nível do produto (Derovo), do processo (Felmica), de marketing (Salsa) e organizacional (Frulact)".

"Quando a Cotec foi criada, há seis anos, os associados faziam 20% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, mas hoje só representam 14%", disse Bessa, ex-ministro da Economia, que, em seguida, acrescentou que "o crescimento tem acontecido, sobretudo, através de empresas mais pequenas".

Para o diretor-geral da Cotec Portugal, a feira Portugal Tecnológico pode ter um papel formativo, porque, segundo ele, "é necessária vontade de aprender e uma atitude de modéstia por parte do empresário" para "aceitar e procurar a mudança".

O economista admitiu que, quando foi diretor da Escola de Gestão do Porto - atual EGP-UPBS -, "os grandes progressos passaram pela transferência de boas práticas".

O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, sustentou que "há grandes condições para inovar em Portugal em todos os setores". O país, de acordo com ele, tem "uma grande capacidade de inovação, mas com alguma dificuldade de concretização".

"Temos uma elevada taxa de empreendedorismo, por isso é importante desenvolver redes de referência, como os polos de competitividade, para acabar com a tradição do herói solitário", disse Zorrinho.

Em entrevista à Lusa, o coordenador da Estratégia de Lisboa reforçou que "há pessoas que usam o contexto como uma desculpa para não fazer", e que desejam que "seja ao contrário, isto é, que usem a ação para alterar o contexto".

Zorrinho, porém, disse ter sentido "uma mudança, uma nova atitude", protagonizada pela criação de polos de competitividade, que prova que "as empresas começam a acreditar que a conjugação de esforços é determinante para que a inovação seja sustentável e competitiva".
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