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03/11/2009 - 08h46

Comissão Europeia prevê contração de 4% do PIB neste ano

Bruxelas, 3 nov (Lusa) - As economias da zona do euro e da União Europeia deverão registrar contrações econômicas de 4%, mas apresentarão já um ligeiro crescimento (0,7%) em 2010, segundo as previsões econômicas de Outono da Comissão Europeia (órgão executivo europeu).

As projeções de Bruxelas são mais otimistas do que aquelas divulgadas na Primavera - que previam o regresso ao crescimento apenas em 2011 -, levando a entidade a comentar que "a economia da UE está no caminho da retoma gradual" e a "emergir da recessão".

Nas Previsões da Primavera, divulgadas em 4 de maio, a Comissão Europeia estimava que as economias das duas regiões iriam registrar este ano uma queda de 4%, e em 2011 apresentariam ainda um crescimento negativo de 0,1%.

Nas Previsões de Outono hoje divulgadas, Bruxelas mantém basicamente as previsões para o recuo do PIB este ano, mas estima que em 2010 já se assista a um crescimento de 0,7%, tanto no conjunto da União como no espaço monetário único, que será de 1,5% e 1,6%, respectivamente, em 2011.

Sustentando que a retomada prevista a médio prazo se deve a uma evolução positiva das condições financeiras e da conjuntura externa, bem como às medidas orçamentais e monetárias levadas a cabo, Bruxelas adverte, todavia, que outros fatores deverão continuar a travar a força da retomada. Entre eles está o mercado de trabalho, já que a taxa de desemprego poderá ultrapassar os 10% no ano que vem.

De acordo com as recentes previsões da Comissão Europeia, o desemprego na UE a 27 e na zona do euro deverá ser, respectivamente, de 9,1% e 9,5% este ano. No próximo esse patamar poderá subir para 10,3% e 10,7%. Com isso, a estabilização seria gradual no final de 2010 e início de 2011.

O déficit público também deverá subir, para 7,5% do PIB na UE e 6,9% na zona do euro. Neste ano, os níveis deverão ser de 6,9% e 6,4%, respectivamente.

A Comissão Europeia considera, ainda assim, que, depois de ter experimentado a recessão mais profunda e longa da sua história, a economia da UE atingiu um ponto de virada, graças às "medidas ambiciosas" tomadas pelos governos, bancos centrais e União Europeia, que não só impediram a degradação da situação como permitiram o início da retoma.

Porém, Bruxelas destaca que os desafios pela frente exigem que a Europa continue a apoiar a sustentabilidade da retomada, continuando a implementar as medidas anunciadas e ampliando as reformas no setor bancário.
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